Exame de Ordem 3.2009 - Nenhuma questão anulada na prova objetiva

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Surpreedentemente a OAB e o Cespe, pela primeira vez na história do Exame Unificado, não anularam nenhuma questão. Vejamos o comunicado publicado hoje:

COMUNICADO

Exame de Ordem 2009.3

Após a análise dos recursos impetrados, o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (CESPE/UnB) comunica que não houve anulação de questão da prova objetiva do Exame de Ordem 2009.3 da Ordem dos Advogados do Brasil.

Fonte: Cespe

Foi surpreendente, mas não muito. Vejamos o que escrevi na postagem Quantos pontos você fez na última prova objetiva?

"Já ficou muito claro que as questões não são anuladas por possuírem erros jurídicos ou enunciados confusos. Tirando as questões que trazem em si manifestos erros materiais, e na atual prova só a questão 73 carrega esse vício - Recurso para a questão 73 da prova da OAB 3.2009 - as demais são anuladas por razões de conveniência do colégio de presidentes das Comissões de Exame de Ordem das Seccionais.

Não me lembro de um Exame que não tenham sido elaborados entre 10 e 15 recursos, sendo que a maioria dotada de pertinência e lógica.

Entretanto, na atual prova, o número de recursos tem sido substancialmente menor que das edições anteriores, reflexo de uma prova melhor elaborada.

Quantas questões serão anuladas?

Eu só aposto com convicção na questão 73. O resto é loteria."

Efetivamente o Exame de Ordem passa por uma transformação, orientado sob uma nova filosofia. Não só a prova foi mais difícil, como foi melhor elaborada, reprovando mais candidatos, e, agora, sequer teve uma simples questão anulada, inclusive a 73, inquinada de vício material.

Eu não vou me surpreender se o percentual final de aprovados neste Exame gire em torno de 15% dos inscritos.

A OAB agora não mais será complacente. E, com as futuras mudanças a serem implementadas, com a inclusão de mais disciplinas, a tendência é piorar.

A verdade é que o tempo para a preparação dos candidatos precisa ser repensado. O ordinário são 4 meses para a 1ª fase e 1 mês para a 2ª prova. Os candidatos precisam se adaptar a uma nova realidade.

Vejamos então o histórico atualizado das questões anuladas da 1ª fase do Exame Unificado:

2006.1 = 3
2006.2 = 8
2006.3 = 3
2007.1 = 2
2007.2 = 4
2007.3 = 4
2008.1 = 3
2008.2 = 3
2008.3 = 6
2009.1 = 3
2009.2 = 2
2009.3 = 0

15 comentários:

Donizete 11 de fevereiro de 2010 21:46  

Sinal dos tempos, meus caros, sinal dos tempos. Para quem não acreditava que a OAB iria um dia "apertar" os cintos, aí está o começo de tudo. Vamos agora aguardar o "estrago' que a segunda fase causará sem o uso de livros de doutrina. Para quem ainda está pensando que todos os alertas que estão sendo dados desde a mudança do provimento são frutos de alarmismos, fica aqui uma advertência: tomem cuidado, muito cuidado, não menosprezem ou subestimem as mudanças que estão sendo feitas pela OAB/CESPE.

Felipe 11 de fevereiro de 2010 23:52  

Maurício, como assim vc aposta na questão 73, a Cespe já se pronunciou, e não haverá anulações. Se fosse anulada estaria dentro.

cibele 12 de fevereiro de 2010 00:03  

Este comunicado no site oficial da Cespe me parece falso, visto que o documento nao esta datado nem assinado por ninguem.

angelo 12 de fevereiro de 2010 01:40  

Fiz 49 pontos, me sinto prejudicado em vista de varias questões que deveriam ser anuladas. Pergunto, vamos ser omissos a esta inconsequência ou temos que tomar alguma atitude?Proponho que façamos, sem perda de tempo, uma manifestação em frente a "oab".
Para OAB o exame para o “Quinto” é inconstitucional (Advogados experientes, sem concurso público, mas com medo de uma provinha).
Porém para os BACHAREIS, sem experiência alguma é constitucional.

Macsuel 12 de fevereiro de 2010 11:23  

A OAB/CESPE está de parabéns. Exame perfeito sem questões anuladas. Dessa feita a OAB/CESPE superou o Legislativo, o Judiciário e até mesmo se igualou à Deus reescrevendo os códices pátrios.

Ronan 12 de fevereiro de 2010 17:14  

Que absurdo, a OAB/CESPE pegou muito pensado nesta.
Fiquei com 49 pontos, quase todas as questões passíveis de anulação eu errei, já estava até fazendo cursinho para a 2ª fase.
Não é possível que não poderemos fazer nada contra tal injustiça!
Está prova não avalia nada, muito menos um bom profissional.
Acho que dá para entrar com mandado de segurança pleiteando, pelo menos, a questão de nº 73, pois o erro material é evidente.

GFOMOTTA 12 de fevereiro de 2010 21:28  

E o que mais se poderia esperar de uma "avaliacao" que custa R$150,00 e é feita 3x por ano? Uma simples conta dara a dimensao dos valores apurados e gastos c as provas...
E se as provas fossem bem elaboradas, nao haveria quaisquer duvidas...
Enfim, num Pais em que o Governador da capital da Republica é preso, o que mais se poderia esperar?

arnaldo pereira 12 de fevereiro de 2010 23:47  

mauricio fiz 49 questoes, errei a questao 73, queria saber se questao 73 for anulada vai ser pra todos ou apenas pra quem entrar com MS.OBG.

Rafaela 13 de fevereiro de 2010 11:34  

Como assim o CESPE já disse que não vai anular nenhuma questão se o resultado dos recursos só sairá dia 18, como consta no edital?

Sixmony 13 de fevereiro de 2010 12:05  

Caramba... mta sacanagem com a galera que está com 48, 49... Nâo tô nessa... Graças a Deus... mas estou muito chateada por vocês...

Donizete 13 de fevereiro de 2010 13:05  

GFOMOTTA (21:28), sajamos honestos, não vamos nos enganar. Pense você se o exame não existisse e todos os anos 200.000 advogados fossem jogados no mercado de "trabalho". Você sabe a razão do ditado "mais barato do que banana"? Pois é, com o exame já tem centenas de advogados em cada esquina de qualquer cidade do Brasil, sem o exame seria uma desgraça elevada ao sextuplo, essa é que é a mais pura verdade. É evidente que há, sim, uma arrecadação grande com as taxas de inscrição, mas talvez o objetivo principal do exame seja evitar que uma enxurrada de advogados seja jogada todos os anos por aí e, principlamente, evitar que essa enxurrada seja desqualificada. Isso é errado, é inconstitucional, como muitos por aí falam? Não vamos aqui nem entrar nesse mérito, pois á questão já amplamente debatida aqui mesmo no Blog,mas na minha opinião não é, até porque o que deve prevalecer é o princípio da supremacia do interesse público, ou seja, o que deve prevalecer são os interesses de toda a sociedade e não de alguns que querem ser advogados. Ora, ora, se advogados em excesso (e ainda mais sendo desqualificados) fatalmente prejudica e ameaça o funcionamento do sistema pondo em risco os direitos da sociedade, é evidente que alguém tem que colocar um freio em tudo isso e quem faz isso é a OAB já que o MEC é omisso e despreparado para tal. E tem mais, a OAB e nem ninguém proibe alguém de ser advogado ou de exercer a profissão, é só ser aprovado no exame que pode livremente, sem nenhum empecilho, exercer a advocacia.Para finalizar, deixo uma ingagação para você e para todos os que insistem em pretender tirar o valor do exame da ordem: digamos que o exame deixe de existir, que todos os anos mais de 200.000 bacharéis, dentre eles você, passaem a advogar; o que você faria profisisonalmente? Já advirto, como advogado que sou já há algum tempo, que aquela conversinha de "os bons se sobressaem" é na prática conversa para "boi dormir".

Ronaldo 13 de fevereiro de 2010 19:18  

Donizete, pelos teus comentários pobres e chulos, ve-se que você está fadado a terminar os teus dias fazendo comentários pobres e chulos. Entende-se que o teu probema é medo de ter que disputar com outros colegas teus o mercado. Se você é tão bom quanto diz ser, não tenha medo. Os clientes de procurarão.

Carol 13 de fevereiro de 2010 19:39  

Eu achei esse comunicado do CESPE tão estranho! Um texto sem data e sem assinatura de qualquer autoridade!!!!

Janete 18 de fevereiro de 2010 09:24  

No dia em que fiz a prova sai junto com uma menina que ligou para o pai dizendo que ele teria que dar um JEITINHO porque não foi bem na prova...só isso tenho a comentar.

ALFEGO 20 de fevereiro de 2010 09:30  

Li alguns comentários, e repudio o comentário do adevogado (esse é o termo) porque acho que ele deveria estar pesquisando os seus processos e não com estas conversas fiadas, de que é um absurdo o numero de profissionais que se formam, absurdo é ler isso.
Achei muito oportuno e pertinente o camentário do colega, ao se referir aos Drs. que não querem fazer uma provinha fácil para o quinto constitucional. Mais a verdade é a seguinte, somente sabemos se a agua é gelada quando ela bate na nossa bunda. O nosso sindicato (oab), precisa arrecadar muito colegas, essa é a questão, então achop que não podemos esperar que faclitem alguma coisa, mas somente que compliquem. Eu, como todos ou pelo menos a maioria, fico indgnado, mais infelizmente eles são assim mesmo, e vamos ter que ingolir isso, até quando? Não sei. Vamos torcer para que através de um mandado de segurnça sejam anuladas algumas questões, e nós entramos para segunda fase, nem que seja no exame 141. abraço a todos...

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