Projeto de Lei quer tornar obrigatório exame de ordem para todas as profissões

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Em rota de colisão com outro projeto, que pretende extinguir o Exame de Ordem da OAB, projeto do senador Marcelo Crivella já tramita no Senado

05.04.10

Após o Projeto de Lei do senador Gilvam Borges (PMDB – AP), que pretende extinguir o Exame de Ordem da OAB (leia aqui), passa a ser discutido no Senado Federal um novo projeto que promete reverter totalmente o cenário: o Projeto de Lei 43/2009, de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB – RJ), quer tornar obrigatório um exame de ordem para todo formado em curso superior que pretende exercer a profissão.

Em sua justificativa para o projeto, o senador Crivella aponta que “(...) a sociedade brasileira é surpreendida por notícias muito preocupantes: não somente os ‘provões’, aplicados no ano final dos cursos, mas alguns exames de proficiência profissional, como os da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nos revelam que parte considerável dos concluintes das graduações de nível superior não alcançam as competências mínimas para o exercício da cidadania e da profissão”.

Para o senador, a solução seria um exame, sob responsabilidade de órgãos como Conselho Nacional de Educação (CNE) e o Ministério da Educação (MEC), para que a pessoa recém-formada em qualquer curso superior só receba seu diploma após fazer o exame, independente da nota, sendo que, caso o aluno não consiga uma pontuação mínima, tenha que entrar em um processo de intervenção para a recuperação acadêmica.

O senador segue dizendo que os resultados serviriam para melhorar os níveis das faculdades, já que as instituições que mais aprovassem receberiam uma maior quantidade de novos alunos, o que, dentro da lógica da procura e oferta, eliminaria os cursos de qualidade inferior.

O Blog Exame de Ordem, especializado no Exame da OAB, repercutiu a notícia dizendo que “A provação do PLS 43 impactaria não só no Exame da OAB, assegurando sua existência - ele refletiria em todas as profissões que exigem nível superior. Reflete também, de forma direta, nos interesses das Instituições de Nível Superior e na qualidade do ensino hoje ofertado no Brasil. Agora o debate promete esquentar, principalmente porque passou a envolver TODAS as profissões: Médicos, engenheiros, enfermeiros, dentistas, físicos, químicos, biólogos e mais um longo et cetera têm um direto interesse nessa causa. Mobilizará não só estudantes como também as faculdades particulares.”

Para ler o projeto de lei 43/2009 na íntegra e acompanhar sua tramitação no Senado, clique aqui.

15 comentários:

marcelo 5 de abril de 2010 16:38  

Qual é mesmo a profissão do Ilustre Senador?

carol periotto 5 de abril de 2010 16:50  

sou totalmente a favor deste projeto de lei! gostaria muito que fosse aprovado, mas acho difíííícil passar...

danilo 5 de abril de 2010 17:21  

Muito bom esse projeto. Vai reduzir o número de profissionais desqualificados no mercado e criar uma disputa saudável entre as universidades onde só os melhores cursos vão resistir.

Val 5 de abril de 2010 17:23  

Achei interessante este projeto de lei. Por que somente os bacharéis em Direito tem que fazer prova e as outras profissões estão isentas de qualquer exame ou prova? Medicina é uma profissão que lida com a vida das pessoas diariamente e não precisa fazer nada... prova nenhuma..somente residência..e assim vai..odontologia...farmácia...etc.

Airton 5 de abril de 2010 17:48  

Leiam,é interessante e pertinente

http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2141395/a-faxina-moral-nas-instituicoes-oab-e-cespe-unb

texugo 5 de abril de 2010 18:08  

Marcelo

o "ilustre" senador é engenheiro civil (fonte:wikipedia)...

lider religioso, escritor, cantor e senador( eleito com votos de "fieis" de sua igreja).

resumindo, ele é um bom exemplo para aqueles que nao conseguirem aprovaçao no exame que ele pretende criar...

Paiva_adv 5 de abril de 2010 18:23  

E pensar que residência médica é opcional!!!!O médico bacharel é médico. Graduação é suficiente para atuar em qualquer profissão. O MEC deverá deixar as instituições abertas somente quando formarem profissionais aptos. Depois de 5000 horas de treinamento profissional este estará sentindo-se seguro, não importando qual seja...Pensem : Quem toca piano, quem prática esporte, quem vende seguros, quem salvará vidas...Enfim...todas as profissões necessitam treino... Advogado também! De que adianta fazer uma prova se não sabe peticionar, não sabe atender o seu cliente, sem falar no vechame da audiência...A ideia da pós graduação 360 hs - traria aperfeiçoamento profissional específico ao invés de atendimento em todas as áreas...

Jaime 5 de abril de 2010 19:31  

Quero ver os outros estudantes aceitarem isso !!! Hoje só os bacharéis são vítimas do famigerado exame de ordem. Quero ver se as outras profissões vão aceitar essa embasbacada do nobre senador !!!

Mack Dig&Tel 5 de abril de 2010 20:49  

DE ACORDO!!! Para todos!!
E o exemplo tem que começar na classe (raça?) de políticos:
CONCURSO PARA EXERCER CARGO POLÍTICO!!!
aFINAL, a sociedade brasileira é surpreendida por notícias muito preocupantes: os projetos, a atuação (ou a falta dela) do políticos nos revelam que parte considerável destes senhores não alcançam as competências mínimas para o exercício da cidadania e da profissão".
Uma prova urgente para o Crivella... (Qual a profissão dle mesmo??)

Donizete 5 de abril de 2010 21:17  

Impressionante como algumas pessoas, a exemplo do tal Val (17:23), insistem em querer desqualificar o exame de ordem sob o argumento de que outras profissões não têm o exame. Não tem nada a ver uma coisa com outra. Medicina é medicina e direito é direito. Nenhuma área é mais ou menos importante que a outra, cada uma tem a sua importância. Medicina não lida com vida de ninguém, medicina cuida da saúde física e mental das pessoas e direito cuida da saúde patrimonial e moral das pessoas.

luismonteiro201 5 de abril de 2010 21:25  

Não será apenas com a aprovação desse projeto do Senador MARCELO CRIVELLA que a educação no nosso país irá melhorar, precisa algo mais de uma revolução no ensino brasileiro em todos os seus níveis. É necessária uma política séria de educação, uma política de Estado e não de governo.

Valéria 6 de abril de 2010 16:46  

Concordo com o projeto de lei. Talvez assim, mude pouco a pouco a nossa cultura de nao pegar num livro durante a graduacao, passar na base da cola, da "esperteza".

Acho que para quem leva seu curso a série, isso nao significa nenhuma ameaca, ao contrário, valorizaria ainda mais a profissao.

FIKS 6 de abril de 2010 17:54  

Muito bem agora o senador Marcelo Crivela tem o meu voto. O Exame não será mais de uma entidade corporativa como a OAB e sim pelo MEC e o Conselho Nacional de Educação, como sempre defendemos. Ao contario, tiraria a raposa(OAB) da porta do galinheiro.

Ralffer Barbosa 7 de abril de 2010 10:47  

Eu acho que todas as áreas profissionais que exigem algum conhecimento técnico deveriam ter representantes aprovados em EXAMES similares ao da OAB... Exame de ordem ou de conselho pra todos!

Médicos, enfermeiros, engenheiros, dentistas, contadores, economistas, biólogos, cientistas políticos etc etc etc...

Técnicos inclusive! Imaginem: técnico em enfermagem, radiologia, secretariado, contabilidade, etc etc etc...

A únicas coisas que eu peço são que APLIQUEM MAIS EXAMES POR ANO e que as inscrições sejam MAIS BARATAS!!
3 APENAS É MUITO POUCO e R$ 180,00 É UMA VERDADEIRA FACADA!

Rodrigo 7 de abril de 2010 14:48  

Devia ter prova pra senador também.. ¬¬

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