Comissão discute o fim do exame da OAB

terça-feira, 16 de março de 2010


A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) vai aprofundar os debates sobre a extinção do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O Projeto de Leido Senado PLS 186/06, de autoria do senador Gilvam Borges (PMDB-AP), estabelece que o ingresso no exercício da profissão de advogado deixa deestar condicionado à aprovação nesse exame. O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) é o autor do requerimento propondo a realização do debate sobre esse projeto, que tramita na CE.

Deverão ser convidados para audiência pública sobre o assunto o presidente da OAB, Ophir Cavalcante, e o coordenador nacional do exame da Ordem, Walter de Agra Júnior. A data ainda será marcada.

Na justificativa do projeto, Gilvam Borges - que se encontra licenciado - argumenta que o exame é injusto, uma vez que uma grande quantidade de pessoas fica fora do mercado de trabalho, pois os índices de reprovação chegam a 70% do total de candidatos.

O Exame da Ordem foi instituído em 1994. O objetivo é selecionar, pela aferição de conhecimentos jurídicos básicos, os bacharéis aptos ao exercício da advocacia. (...)

11 comentários:

Gugu 16 de março de 2010 22:12  

Não tem como terminar com o Exame da Ordem no Brasil. Se o nível de reprovação está em 70% é devido as diversas FAculdades de Direito que se preocupam mais com o dinheiro das mensalidades do que com a nível de conhecimento dos alunos. Tem faculdade que por ano chega a formar 5 mil alunos, mas que não chega a aprovar 300 destes na OAB.

Mario Berger de Sousa 16 de março de 2010 22:24  

Essa notícia me trouxe um pensamento interessante.

Seria legal confrontar os dados do crescimento do número de cursos jurídicos no Brasil com o período após o qual o Exame foi adotado pela OAB.

Confrontando os dados que coletei na internet, percebei que o grande boom de cursos jurídicos se deu exatamente no período após 94. Só entre 95 e 97, houve 589 pedidos de abertura de cursos jurídicos no Brasil.

Lógico que fiz uma pesquisa bem porcalhona, no google mesmo, mas escrevam o que estou falando: mesmo uma pesquisa séria poderia facilmente comprovar que a instituição do Exame de Ordem não contribuiu EM NADA para o aprimoramento do ensino jurídico no país.

Tenho pra mim, e isto é apenas uma impressão pessoal, que o Exame de Ordem só contribuiu foi para a mercantilização do ensino - fomentando a indústria dos cursinhos e das editoras.

O crescimento do número de cursos jurídicos no país, nada tem a ver com a existência ou não do Exame de Ordem. Foi sob a égide deste exame que o Brasil enfrentou o boom do crescimento do número de cursos, enquanto a OAB e suas comissões de exame de ordem assistiam a tudo impávidos.

Dizer agora, em 2010, que o exame de ordem é um instrumento para o controle da proliferação de cursos jurídicos no país é uma falácia tão criativa, que daí só se pode concluir que ou os portadores desta bandeira são bucéfalos ou que lhes falta honestidade intelectual.

Bi 17 de março de 2010 08:28  

mauricio leia isso
http://s.conjur.com.br/dl/integra-pls-18606-extincao-exame.pdf

karla 17 de março de 2010 10:20  

Gostei muito desse projeto, só desejo que ele seja aprovado! realmente é muito complicado esse exame e além do que seu custo também e exacerbado para muito pode não ser, mas para as pessoas que concluiram a faculdade com FIES, ou mesmo os que foram ajudados por parente não tem disponivel R$ 140,00 reais, pesa um pouco, eu tentei a OAB e não passei ate porque em 5 anos de faculdade você se identifica com algumas materias e não com todas como é a OAB, nas materias que eu gosto me saí muito bem, mas não foi o suficiente para passar, acertei apenas 42.
Sei que não depende de mim, mas tem todo meu apoio, e outra coisa, as vezes algumas pessoas podem achar que será ruim porque nem todos estão devidamente preparados para exercer, mas se temos juízes, devidamente qualificados, cabem a eles verem nosso desempenho e com o passar do tempo os próprios advogados quando não forem ganhando suas causas tomarão um rumo para estudar, porque nem todo mundo que não passa não sabe, muitos por nevorsismo se perdem no momento.

Paiva_adv 17 de março de 2010 18:07  

Para construir o nome de uma instituição é demorado...porém, o contrário ...!! A OAB não está levando isso em consideração?

geslaine 17 de março de 2010 22:12  

NAO FOI PRA MIDIA MAIS HOUVE FRAUDE NA APLICAÇAO DA PROVA DA OAB EM GOIAS TAMBEM. ISSO É UMA DENUNCIA. E EM RELAÇÃO A EQUIPE QUE APLICA A PROVA EM GOIAS EXISTEM MUITOS QUE CONSTAM NA LISTA COMO SENDO DA EQUIPE MAIS QUE SAO FANTASMAS, COMO POR EXEMPLO O SUPERINTENDENTE DA EDUCAÇAO DE GOIAS(VALTERSON OLIVEIRA DA SILVA). ELE RECEBE COMO CHEFE DE SALA E NUNCA ESTEVE PRESENTE EM NENHUMA DAS PROVAS. ISSO É FATO E FONTE CERTA POIS EU FAÇO PARTE DA EQUIPE DO CESPE DE GOIANIA E VEJO ISSO ACONTECENDO E ACHO UM DESRESPEITO AOS CANDITATOS. OS FICAIS DE DIREITO MAL OLHAM OS LIVROS DA 2 ETAPA. ASS: GESLAINE BARROS

ricardo bizari 18 de março de 2010 14:43  

Sou um dos milhares de bacharéis que deverão passar pelo exame da ordem, acho plenamente válido. Pois assim é garantido o ingresso de profissionais "capacitados" para o exercício da profissão. Pelo meu ponto de vista, gostaria (e o povo brasileiro ganharia mais) que o Ilmo. Senador Gilvam Borges, elaborasse um projeto de lei que elegesse o exame da ordem como um modelo a ser seguido por outras profissões (ex: medicina) e sendo essa lei capaz também de fiscalizar quem as faculdades particulares aprovam em seus vestibulares. Pois estes são convencidos que estão aptos à graduação, mas, na verdade chegam com inúmeras carências educacionais que não podem serem corrigidas no curso de graduação. Quem é o vilão na verdade, o Estado que se cala diante da farra das faculdades privadas, que enganam e lucram milhões ou, a OAB que tenda garantir o mínimo de qualidade.

Regina Helena 29 de março de 2010 21:33  

Hoje no Brasil tornou-se um "máfia" de cursinho, a extinção do exame da OAB esta correto,pois operadores do direito sabemos que estão violando os princípios constitucionais. Não deveriam penalizar os alunos, que pagam pelo ensino e sim a Instuições de Ensino que oferece curso de péssima qualidade. Pois trabalhei dentro de uma faculdade e quando vem comissões de MEC, OAB; meu DEUS eles montam uma estrutura que não existe até que as mesma terminem a sua avaliações. Se o MEC e a OAB chegarem de surpresa para avaliar, meus querido, muitas faculdades e universidades serão fechadas. Para mim é absordo pagar o exame da OAB e depois receberão a sua anuidade, então não veem falar em dinheiro...Profissionais, se erram assumam as consequências. Pois conheco muitos que não passaram no exame de ordem e são excelentes futuros profissionais; e, muitos que conseguiram são os alunos decorebas não sabem nada, e estes sim são os péssimos profissionais que degradam a imagem do advogado.
Façam-me um favor fiscalizam as instituiçoes de ensino e deixe o aluno que passou 5 anos estudando exercer sua profissão, ou então aplica para todas as profissões um exame; pois um advogado erra e consegue acerta por um recurso, uma peça, um médico erra, e a vida é uma só,e sem recurso.....

eu_jac 1 de abril de 2010 11:12  

Isso, vamos encher o mercado de trabalho com profissionais que não estão preparados!

Com o exame difícil já está cheio de advogados ruins por aí, imagine sem exame, acabaria com nossa já "surrada" profissão!

Editor 3 de abril de 2010 12:13  

Tudo bem pessoal eu também concordo com a ideia do exame, mas o que mais me intriga e a ideia de só a ordem ter um exame após a formação acadêmica, e por que os outros cursos não obtêm também a idéia de exames, ao meu ver fere Princípio da isonomia de morte.
Isso é uma cultura que nos criamos e a capacidade de cada um depende só de você mesmo e não de uma aprovação no EXAME DE ORDEM, conheço vários advogados que eu poderia dar aula pra eles, haja vista não ter me formado ainda, mas uma coisa que não me preocupo é com o exame, por que acho fácil, só basta estudar um pouco pra segunda prova por que pra primeira é só aplicar o que aprendeu na sua formação, e hoje em dia não podemos nem confiar mais no exame por que o CESPE nada vendendo gabarito, melhor acabar com isso é com a festa dos corruptos.

Francisco 6 de abril de 2010 18:29  

Há vários pontos a ser analisados:
1º - A OAB é uma ONG, e não cabe a ela fiscalizar o ensino no Brasil, isso é de competência do Governo Federal.
2º - Se existem universidades em que o nível de ensino é baixo, fechem e pronto. Mas não fiquem criticando.
3º - Cursei durante 5 anos uma universidade, diuturnamente comparecendo, assistindo aulas, fazendo trabalhos, assistência judiciária, provas e provas, após 5 anos a universidade devidamente registrada no MEC e autorizada pelo Governo do meu país, me concede um diploma de curso superior, mas não posso exercer minha profissão (a qual investi 5 anos de minha vida) porque uma ONG é que vai determinar se posso entrar no mercado de trabalho?????
4º - Vou mais longe, se alguém cursou sua faculdade durante 5 anos, financiada pelo FIES... 6 meses após formado deverá iniciar o pagamento, mas não passa na prova da OAB, como faz ????? A ONG o impede de trabalhar, e daí ???
5º - Se a OAB quer profissionais capacitados e corretos, porque não pune os profissionais existentes em sua entidade que são responsáveis por 70% das ações de apropriação indébita no país ????? que com a procuração do cliente sacam o $$$$$ do cliente e não o pagam??????
Que os bacharéis entrem no mercado de trabalho, pois o próprio mercado fará sua seleção, os bons permanecerão, os maus profissionais com certeza irão submergir.

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