O problema da proliferação dos cursos de Direito em Portugal

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Marinho Pinto critica «proliferação escandalosa» de cursos de Direito

O bastonário da Ordem dos Advogados criticou este sábado os sucessivos governos e direcções da Ordem pela proliferação «escandalosa» de cursos de Direito em Portugal, afirmando que nem todos os licenciados têm lugar na profissão.

«Tenho de lançar uma crítica muito forte aos sucessivos governos e às sucessivas direcções da Ordem dos Advogados perante a proliferação escandalosa de cursos de Direito em Portugal», afirmou Marinho Pinto na sessão de abertura do I Encontro Nacional de Jovens Advogados.

O bastonário disse ainda que essa proliferação de cursos «foi um xuru de negócios de milhões e milhões de contos e expirou, sem escrúpulos, as ilusões e esperanças de uma juventude, numa sociedade onde a vida pode mudar».

«Formei-me quando havia três faculdades de direito em Portugal e hoje há cerca de 30 cursos de direito espalhados por todo o país, muitos deles que degradam o ensino de Direito», revelou o responsável.

Marinho Pinto disse ainda que a Ordem está empenhada em apoiar todos os advogados, mas só há lugar para os melhores, por isso foi acordado que os licenciados só poderão aceder à profissão depois de passarem no exame nacional de admissão à Ordem.

«A função reguladora da Ordem inclui o acesso à profissão através de um exame nacional de admissão à Ordem para aqueles que estejam licenciados pós-Bolonha, ou seja, que tenham menos de cinco anos de curso», esclareceu, sublinhando que «o estatuto diz que se podem inscrever no estágio os que são licenciados em direito, mas o estatuto foi escrito numa altura em que a licenciatura era de 5 anos».

«Queremos que os advogados tenham boa preparação, porque muitos dos problemas da advocacia portuguesa resultam da má formação que é dada na Ordem dos Advogados», acrescentou.

O bastonário anunciou ainda que o primeiro exame nacional está marcado para 30 de Março, sendo que as inscrições estão abertas entre 8 de Fevereiro e 1 de Março.


Troquem 30 cursos de Direito por 1.100 cursos e troquem Portugal por Brasil e essa matéria seria a reprodução do que ocorre aqui no nosso país.

Cliquem no link para saber mais sobre o Exame de Ordem em Portugal, recentemente instituído exatamente como resposta ao aumento no número de IES naquele país.

Exame de Ordem? Agora também em Portugal!

4 comentários:

Donizete 25 de janeiro de 2010 11:46  

Pois é, 30 cursos e isso em Portugal jáé proliferação. Imaginem vocês se fosse algo em torno de 1.200 cursos como é aqui no Brasil. Tá bom, Portugal tem uma população muito menor que a nossa, então, nesse caso, vamos supor que lá surgissem 600 cursos.

Ximenes Filho 25 de janeiro de 2010 13:27  

Professor, o senhor poderia publicr as dicas do Prof. Joerberth Pinto Nunes do curso RETORNO JURÍDICO: QUESTÕES 88 E 93, que, segundo ele, são anuláveis. ABS

JOSE CARLOS RODRIGUES 25 de janeiro de 2010 14:39  

Isto é piada de portugues, veja o tamanha geograficamente de Portugal e do Brasil, aliás, a formação estrtural do direito se fala muito que veio de Coimbra. E este moço, vem aqui pra dizer asneira, e outra a OAB, deu o privilegiodo dos Advogados de Portugal atuarem aqui desde que este com a mensalidade em dia é um aber..., juntamente com a incompetencia do MEC. Não vejo nenhum crédito ao autor desde post.

Lu 25 de janeiro de 2010 21:30  

Ora pois, do que reclamar, nossas cultura é praticamente portuguesa com certeza!!!rsrsrsr

A OAB DEVERIA SER RESPONSABILIZADA PELA OMISSÃO POR TODO ESSE CAOS NA AREIA JURÍDICA!

QUANTA DEMORA? PORQUE SÓ AGORA ELES PARECEM QUERER (10%) DISCUTIR A PROLIFERAÇÃO DOS CURSOS DE DIREITO NO PAÍS?

VERGONHA!!!

A OAB DEVERÁ TAMBÉM SOLUCIONAR DEZSENAS DE MILHARES REPRESENTAÇÕES DOS SEUS PARES NO TRIBUNAL DE ÉTICA E DISCIPLINA DA OAB? JÁ SERIA UM GRANDE AVANÇO!!!

No mais, siga o bom exemplo do desse blog...TRANSPARÊNCIA...

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