Advogado defende curso de Direito em seis anos e Residência Jurídica

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

O professor e advogado pernambucano, Inácio Feitosa, participou, na última sexta-feira (25.09) do I Seminário Nacional de Educação Jurídica, sobre o tema "Desafios rumo à educação jurídica de excelência”, promovido pelo Conselho Federal da OAB, em Natal. Em sua explanação ele abordou o tema “Estratégias de nivelamento na implantação do Projeto Pedagógico do Curso de Direito”.

Na ocasião, o professor apresentou uma proposta de mudança do tempo do curso de Direito de cinco para seis anos e implantação da residência jurídica. "Educação engloba ensinar e aprender. E também algo menos tangível, porém mais profundo: construção do conhecimento, bom julgamento e sabedoria. A educação tem nos seus objetivos fundamentais a passagem da cultura de geração para geração”, resumiu Feitosa.

Em sua opinião, as necessidades do mercado e do próprio Exame de Ordem requerem uma formação mais ampla que o prazo de cinco anos não permite. Por isso, a necessidade de sua aumentar o tempo mínimo de integralização do curso de dirieto, de 5 para 6 anos. O seminário aconteceu entre os dias 22 e 25 de setembro e reuniu estudantes, professores e dirigentes de diversas instituições de ensino além do presidente nacional da OAB, Cezar Britto.

Fonte: OAB PE

O que vocês acham dessa proposta? É exeqüível? Atende aos interesses dos estudantes de direito e também do mercado? Deixem seus comentários.

20 comentários:

Anônimo,  5 de outubro de 2009 18:18  

contando que tirem a prova,concordo

Anônimo,  5 de outubro de 2009 18:22  

desde que tirem o exame,qq coisa e valida

Thiago Colares 5 de outubro de 2009 18:25  

Se eu não me engano, nos EUA uma pessoa só pode ingressar numa faculdade de Direito se já for graduada em qualquer outro curso. QUALQUER mesmo, desde matemática e física aos mais consoantes com as ciências jurídicas, como Sociologia, Ciências Políticas e etc.

A lei por lá é toda feita em cima de jurisprudência, e eles levam em conta que, para estudar Direito, a pessoa deva ter um mínimo de experiência de vida, por isso exigem uma graduação anterior ao curso de Direito.

Penso eu que isso faz algum sentido, entrei na faculdade aos 18 anos, abandonei o curso aos 22, faltando só dois semestres para a formatura... Quanta diferença se deu na minha interpretação do Direito depois de retornar e concluir o curso depois de 7 anos, a minha experiência de vida valeu muito.

Então, penso, quanto mais for exigido de um profissional de Direito, melhor para a sociedade.

nnn 5 de outubro de 2009 18:59  

Eu também concordo, mas desde que o Senhor Inácio Feitosa se matricule em uma faculdade de direito, novamente(se é que ele têm, nos moldes a que eles está propondo, pois como na época dele e de vários outros o curso jurídico era rídiculo, e sequer existia exame de ordem para se tornar advogado. É muito facil exigir dos outros! Aposto que ele não passaria na OAB hoje em dia. RIDÍCULO!!!

Anônimo,  5 de outubro de 2009 19:28  

Proposta incontestavelmente MERCANTILISTA. O que se precisa fazer é acabar com o chamado "conhecimento inútil", que corresponde de 20 a 30% do curso. Quem já fez um curso superior sabe que o grande problema é a teoria versus a prática. Em Direito tal problema é flagrante. Em especial, na situação atual, que ao invés de Curso de Direito deveria se chamar Curso de Exame de Ordem. O acadêmico fica cinco anos sendo aterrorizado pelos professores. O curso não tem como objetivo formar um futuro advogado, mas sim um aprovado no Exame de Ordem. Não há dúvidas que as necessidades do mercado requerem uma formação mais ampla, mas para isto cinco anos vão além do necessário. Já a necessidade para o Exame de Ordem não requer qualquer formação mais ampla, e um prazo de dois anos já estaria de bom tamanho. Ou seja, se o objetivo atual do Curso de Direito é tão somente o Exame de Ordem, o tempo do curso tem que diminuir e não aumentar. Afinal, advogado é quem é aprovado no Exame de Ordem, o resto não interessa. O STF aboliu o Diploma de Curso Superior para a profissão de Jornalista, mas o que ninguém percebe é que a OAB, já há vários anos, aboliu o Diploma de Curso Superior para a profissão de Advogado.

Anônimo,  5 de outubro de 2009 19:40  

5 anos é tempo mais que suficiente para o curso de direito. O que acontece hoje é que as faculdades ficam enrolando, enrolando, enrolando e enrolando, enchedo a grade curricular de porcaria e deixando o ensino jurídico em segundo plano. Passem a ensinar e só isso e pronto. Isso de aumentar para 6 anos é coisa "mandada", é coisa de empresário da educação querendo faturar ainda mais em cima dos idiotas estudantes de direito que aceitam tpdos os tipos de porcarias que lhe são impostas.No dia em que as facultades derem prioridade a ensinar a coisa anda, do contrário podem passar para 20 anos o curso de direito que a coisa ficará onde está.

Anônimo,  5 de outubro de 2009 19:46  

Não merece nem comentários...

Anônimo,  5 de outubro de 2009 19:47  

Não só viável como já é feito, inclusive na UnB, não coincidentemente o primeiro lugar na OAB...

Anônimo,  5 de outubro de 2009 20:44  

5 anos já é demais, imagine 6 anos.

Anônimo,  5 de outubro de 2009 21:05  

Oba!!! + um ano explorando estagiários!!!! Mais barato q secretários e boys!

Anônimo,  5 de outubro de 2009 21:31  

Tudo pode acontecer, menos essa prova ridícula continuar a ser aplicada para provar que o sujeito é advogado.
Por exemplo, teve gente que passou na prova objetiva q8ue não sabia escrever um recurso, não sabia fazer uma petição afinal , nunca tinha certeza de nada que lhe perguntavam, ao passo que outra que não passou fazia qualquer tipo de peça, despachava com juiz, viajava para as comarcas do interior para resolver processos, etc...
E AGORA O QUE VOCES ME CONTAM?

Anônimo,  5 de outubro de 2009 22:10  

Desde que seja para todos, inclusive, para aqueles, que não fizeram o exame, - pq responderam perguntas aleatorias no auditorio das facul - e advogam sem nenhum conhecimento, pq sequer sabem direito processual, querem na primeira audiencia fazer acordo, e ainda força a parte que o faça.

Anônimo,  6 de outubro de 2009 09:31  

21:31, o exame não é para saber se o bacharel é sábio ou se tem experiência, o exame é para avaliar se bacharel tem um mínimo de qualificação para iniciar na advocacia. Experiência e conhecimento são ser adquiridos com a prática, as faculdades dão apenas a teoria.Não se desespere a toa.

Elias_MS,  6 de outubro de 2009 10:00  

Acrescentar mais um ano na faculdade de direito, não resolve, pois, a questão não é quantidade e sim qualidade no ensino. Eu estudei em uma universidade de boa estrutura, mas durante 2 anos tive aulas com um professor acometido de mal de parkinsons, em estado avançado, fizemos diversos abaixos assinados, comunicação ao MEC, e ninguém conseguiu substituir o professor. É claro que mesmo com uma doença a pessoa tem o direito de trabalhar, mas é preciso ter bom senso, no caso desse professor ele causou um prejuízo enorme em transmissão de conhecimento para a maioria dos alunos. Outro problema sério é a grade, que as faculdades mudam todos os anos, alegando que precisam atualizar o curriculo, e que levam em conta na composição da grade as diferenças regionais, esse é outro assalto contra o ensino jurídico, pois, o direito é um só, além do que milhares de estudantes estudam em outros estados e depois vão exercer a profissão em outras regiões do país. Se o aluno quiser mudar de faculdade, vai retardar no mínimo mais 2 anos para concluir a faculdade.
As bibliotecas na sua maioria são um desastre, com míseros livros, e sem isolamento acústico. É impossivel se concentrar na leitura tão necessária ao acadêmico de direito com celular tocando e sendo atendidos a todo momento e com alunos em grupos nas mesas conversando. A medida mais eficaz para melhorar o ensino jurídico me parece destituir o poder do MEC de fiscalização, pois, a fiscalização do MEC é brincalhona, deve alguma outra forma de fiscalizar uma faculdade que não seja através de fiscais marionetes.

Elizabeth 6 de outubro de 2009 12:14  

O curso de medicina no Brasil é de seis anos, só que a partir deste momento o "médico", afinal já sai com o título, pode ingressar na vida profissional.Diferente do bacharel em direito que cursa 05 anos de faculdade e quando sai não pode trabalhar como advogado.
É bem verdade que a maioria dos recém-formados em medicina se especializam,procuram uma residência médica, e com certeza fazem a diferença no mercado de trabalho.O que também poderia acontecer com o "bacharel em direito", formar, poder trabalhar e se especializar na área de sua escolha.Aliás isto já até acontece, pois muitos bacharéis em direito já procuram se especializar tão logo se formam, mas a verdade é que muitos precisam trabalhar, pois não têm parentes com escritório pronto.
O curso de medicina é de seis anos, muitas disciplinas, muitas teorias, alguma prática e estão aptos a trabalhar com a vida, nosso bem maior.
Não sou contra o exame para se verificar como está o ensino nas faculdades de direito do Brasil, o que não aceito é que o bacharel em direito não possa exercer a profissão que escolheu, ou seja advogar.Penso que a OAB deve sim estimular a especialização, incentivar a prática inclusive em suas seccionais, mas não obrigar o bacharel em direito a ser um estagiário enquanto não for aprovado neste exame da ordem, que ao meu ver não qualifica ninguém. Vamos lutar pelo direito ao trabalho, o resto o mercado se encarrega.
As dificuldades nos impulsiona cada vez mais para a luta, mas penso que lutamos por algo que já temos o direito, assim como outras profissões têm, por isto torço muito para que o Min. da Educação faça valer a Constituição Federal do nosso Brasil e que garanta direitos iguais para todos.

Anônimo,  6 de outubro de 2009 15:33  

Não é a prova q tá deamis. É a seriedade dos cursos e a ética/moral de quem tem "poder" e não quer lagar o osso!

Anônimo,  6 de outubro de 2009 21:28  

Olha 5 anos é tempo bom demais, precisa mlhorar a qualidade, e galera a prova é essencial, podem gritar chorar esperniar fazer o que quiserem, é necessário. Tem muitos que não tem conhecimento por ai, paga o curso, e se sente o cara por que fez direito, apoio o exame, e claro tem uns que passam na sorte, só que é a minoria, muitos têm que estudar e ralar para passar. e viva a prova da oab, e dele cesp, esse é o problema, cesp não a prova. hehe

Anônimo,  7 de outubro de 2009 12:38  

é mto facil exigir dos outros, não sou contra o exame, mas será q ele passaria pelo menos na 1ª fase?
pq não o convidam para dar inicio a uma RECICLAGEM de seis anos?
exigir dos outros qdo está no topo é bater em cachorro morto!!!! rimou kkkkk
lu

Anônimo,  8 de outubro de 2009 10:43  

Com todo respeito que este Senhor merece, acredito sinceramente, que ele deveria ocupar-se em outras atividades. Pois como advogada posso afirmar sem sobra de dúvida que o curso de Direito em 03 anos está de bom tamanho. Pois o que se vê na Faculdade,é um amontoado de bobagens que na vida prática, deixa muito a desejar, e em se tratando de Exame da Ordem então, sem comentários. Acredito sim, que já passa do tempo, em se deva restruturar todo o ensino brasileiro, desde o primeiro grau. Pois de nada adianta colocar telhado maravilhoso, quando se tem um alicerce em ruínas. Qualquer curso desde que dado por bons professores, com alunos que tenham a capacidade de entender o que se é dito, terá ótimos profissionais, seja à área que for. Não adianta nada estender o curso de direito, colocar residência jurídica, se os professores são de quinta, e os alunos analfabetos funcionais.

Anônimo,  9 de outubro de 2009 10:02  

5 anos (destes 5 anos, 2 anos de estagio obrigatorio) + residencia de 1 ano (esta, condicionada ao parecer do supervisor de residencia). Essa é minha opnião.

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