Cansou do exame de ordem? Seja jornalista!!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Como vocês já sabem, o STF acabou com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista. Por conta disso, recebi um e-mail de um leitor do blog, com uma breve consideração que achei interessante publicar aqui:

Dr. Maurício,
Boa Noite!

Externo aqui minha indignação com esta decisão do Supremo Tribunal Federal.

Para ser jornalista não precisa nem de diploma, entretanto para o advogado, além do diploma precisamos passar por um exame de eficiência duvidosa.

O Supremo só pode estar de brincadeira.

Atenciosamente,

João Paulo

De fato, parece que confundiram(!) liberdade de expressão com qualificação profissional.

O mesmo raciocínio poderia ser aplicado para o universo do Direito? Com a palavra, os rábulas.

10 comentários:

Anônimo,  18 de junho de 2009 13:58  

Eu estava presente no julgamento ontem. Realmente, o STF nivelou a profissão de jornalismo "por baixo", comparando-a, por exemplo, com ser chef de cozinha. Pelo amor de deus, nada contra ser chef de cozinha, mas eu posso ser chef de cozinha por hobby enquanto sou advogada por profissão. O curso de gastronomia é novo no Brasil! Já o curso de jornalismo não... E não há quem seja jornalista por hobby. Realmente acho que desqulificou a profissão. Por outro lado, vocês viram o Migalhas? Se não viram, segue:

"Sim, nós temos juízes

O STF derrubou ontem por 8 votos a 1 a obrigatoriedade do diploma de jornalista para o exercício da profissão. O Supremo julgou que o decreto-lei 972 de 1969, que exige o documento, é incompatível com a Constituição de 1988, que garante a liberdade de expressão e de comunicação".

"Aplauso

Encômios aos ministros da Corte, que perceberam a estultice que se criou no país com a simplíssima questão jornalística. De fato, achar que pelo fato de cursar quatro anos uma faculdade a pessoa se transforma em jornalista, é ridículo. Jornalista é o curioso, o estudioso, o talhado naturalmente para ver e informar. Apenas para adulçorar o debate, se fosse exigível diploma para ser jornalista, o autor da frase que abre hoje Migalhas não teria sido, engenheiro que era, enviado pelo Estadão para fazer a cobertura da Guerra de Canudos. Não teríamos, assim, "Os Sertões". Assim, fica asqui nosso migalhesco aplauso aos ministros do STF. Bravo !"

Anônimo,  18 de junho de 2009 14:32  

O STF confundiu liberdade de expressão com qualificação profissional? Não acredito. Vc já nasce com esse dom,não precisa de qualificação prossional para ser jornalista, isso vc aprende no jornal, revista etc...

Os maiores jornalistas deste país nunca pisaram os pés em uma escola de "comunicação"; quem modificou, elaborou,revolucionou, aprimorou a imprensa, jamais precisou disso. É DOM.

Aproveitando a deixa, que tal acabar com esse exame de ordem assassino?

Anônimo,  18 de junho de 2009 14:50  

se não é exigido nem diploma do curso de jornalismo para exercer a profissao... e de direito além do diploma exige-se aprovação em exame de ordem, sujeitando a uma prova sem qualificação alguma de como foi elaborada e sua clareza, e ainda mais cobrando fortunas para sua inscriçao....

Abaixo exame de ordem!!!!!!!!!!!!!!

Anônimo,  18 de junho de 2009 15:19  

vamos acabar com todos os cursos superiores, para que estudar medicina,direito, podemos ter estas profisões sem estudar estudar é uma burrice! os jornalistas podem ser até analfabetos rsrsrsrs!!!´bela profissão!

Anônimo,  18 de junho de 2009 15:20  

pra que não tem profissão, pode falar que é jornalista! não precisa comprovar a profissão, eu a partir de hoje me considero um jornalista rsrsrsrsrsrsrs

Anônimo,  18 de junho de 2009 16:16  

Quero ver são aqueles senhores e senhoras "fantasiados" de zorro lá no STF decidirem que a profissão de advogado pode ser exercida por qualquer um (ou mesmo concordarem em acabar com o exame de ordem).Lógico, depois de aposentados todos eles, quando não pegam um mamata no poder executivo, vão advogar. E querem minha opinião sincera? Diploma universitário para advogar é o mesmo que exigir diploma para o exercício do jornalismo, ou seja, qualquer um que faça um cursinho básico pode exercer essas profissões.Qualquer pessoa sabe dizer para um juiz no que fora ofendido e o que quer, até uma criaça sabe. Então, para que advogado? só para "arrancar" grana COM EXCLUSIVIDADE das pessoas via honorários, só para isso que advogado serve. Isso de dizer que advogado é imprescindível porque é ele quem conhece a parte técnica do direito é pura balela, pois, a rigor, quem tem que conhecer é o juiz. Ou vocês acham que no Brasil não há pessoas que exercem a advocacia sem diploma? Nossa, advogado clandestino tem aos montes atuando no Brasil inteiro e isso é a maior prova de que qualquer pessoa pode, sem nenhum problema, exercer a profissão de advogado sem cursar faculdade de direito.O problema é que vivemos num mundo em que a sociedade sendo organizada as coisas caminham bem melhor,há uma ordem estabelcida, as coisas não ficam bagunçada. Sou, portanto, favorável a uma sociedade organizada com a aplicação daquele velho ditado: "cada macaco no seu galho", isos é bom para todos. Enytão, acho que pisou no tomate o STF ao praticamente acabar com a profissão de jornalista, ou pelo menos desmoralizou a profissão.

Anônimo,  18 de junho de 2009 16:37  

oba!!! vi a noticia ontem no jornal nacional, achei o máximo!! tenho 18 anos, e pensava em fazer direito, mas com essas coisas de 05 anos de faculdades, livros e ainda este terror do exame de ordem desiti, agora sou jornalista, "com ista", vou fazer um curriculo e mandar pra rede globo,quero participar do quadro profissão reporter, aliás é uma profissão que nem precisa estudar segundo o STF, não vou nem precisar pagar faculdade para meus filhos, pois quando nascerem, já terão profissão, serão jornalistas. ai ai ai!!! agora sou jornalista rsrsrsrsrs. deveria ser assim em todas as profissões eta brasil bão!!!!rsrsrsrsrsrsrsrrs

Anônimo,  18 de junho de 2009 17:26  

Bravo ao comentário de 16:37.

Anônimo,  19 de junho de 2009 09:49  

exigência de diploma
A decisão do STF, que dispensa o diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, me abre um mundo novo: a possibilidade de ser juiz de direito e, quem sabe, até alçar voo rumo ao próprio Supremo.
Sim, porque a decisão deixou claro que a minha profissão não exige diploma porque não são necessários conhecimentos técnicos ou científicos para o seu exercício. Disse mais: que o direito à expressão fica garantido a todos com tal “martelada”.
Tampouco a respeitabilíssima profissão de advogado e o não menos respeitável exercício do cargo de juiz pressupõem qualquer conhecimento técnico ou científico. Portanto me avoco o direito (e, mesmo, a obrigação), já que assim está decidido, de defender a sociedade brasileira diante dos tribunais e na própria condução de julgamentos.
Além de ser alfabetizado e, porianto, apto a ler, entender, decorar e interpretar nossos códigos e leis, tenho 52 anos (o que me dá experiência de vida e discernirnento sobre o certo e
o errado) e estudei — durante o curso de jornalismo (!) — filo- sofia, direito, psicologia social, a antropologia e ética — entre ou- e tras disciplinas tão importantes quanto culinária ou moda: redação em jornalismo, estética e comunicação de massa, radiojornalismo, telejornalismo, jornalismo impresso etc.
Com essa bagagem e muita disposição, posso me dedicar aos estudos e concorrer às vagas de juiz pelo Brasil afora, em pé de igualdade com os colegas advogados. Também posso pagar e me dedicar aos cursos especializados em concursos públicos para o cargo, se eu julgar necessário. E não é justo que me exijam, em momento algum, qualquer diploma ao candidatar-me ao cargo.
Afinal, se a pena de um jornalista não pode causar mal à sociedade (1!?), a de uru juiz também não teria este poder de fogo. As leis — e elas são justas em si — existem para serem cumpridas e cabe a um juiz, tão somente — usando da simplicidade do STF — seguir a “receita de bolo” descrita pelos nossos códigos. Assim sendo, um juiz não pode causar mal algum a ninguém, se seguir, estritamente, o que determina a lei. Concordamos?
Data venha, meus colegas advogados, por quem nutro o devido respeito (minha mãe, cunhada, irmão e sobrinha — por favor, compreendam), quero ser juiz porque é um direito meu, assegurado pelo STF, e o salário de jornalista não está lá estas coisas.

Anônimo,  19 de junho de 2009 14:55  

São entendimentos utra-liberais como esse que levaram o mundo para a atual crise econômica, podem esperar por uma crise entre os profissionais de jornalismo.
Essa idéia de desregulamentação absoluta esposada pela corrente atual, vai criar uma anarquia na sociedade brasileira, tanto interferência demais como nenhuma interferência são nocivos.
Lamentável..lamentável...onde vamos parar, é uma atrás da outra. Do jeito que as coisas estão, daqui a pouco vão desregulamentar a profissão de médico também.
Está dando até medo, qual será a próxima...

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