Exame de Ordem 3.2009 - Contagem regressiva

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Faltam 6 dias para a reaplicação da prova subjetiva do Exame de Ordem 3.2009 - O Exame da fraude.

Provavelmente muitos candidatos chegaram a um ponto de saturação nos estudos. Obviamente que estudar não deveria saturar ninguém, mas o estudo para o Exame da OAB é específico e exige foco sobre seu próprio objeto. Ademais, somando-se o longo tempo de preparação após a frustração causada pela anulação da prova às incertezas e expectativas geradas ao longo desse processo, é natural que até mesmo um sentimento de alívio percorra os corações dos bacharéis.

Mas esse é um alívio superficial.

A prova continua sendo a prova e entramos finalmente na reta final da hora da verdade.

Como se preparar para esta última semana?

Curiosamente, a anulação da prova deu aos bacharéis a inédita oportunidade de se submeterem duas vezes consecutivas à prova subjetiva. Ninguém fará o Exame sem saber o que terá pela frente: Os candidatos agora têm know-how!

E como aproveitar esse know-how?

O fator chave do Exame, e em especial, para a prova de domingo, é o candidato manter a frieza, a calma e a tranquilidade.

Dois aspectos contribuirão decisivamente para isso, bastando ao candidato racionalizar sobre a questão.

O primeiro aspecto é ter a convicção de que o preparo para esta prova foi muito mais extenso e proveitoso. Houve não só tempo para se preparar como também para reavaliar o conteúdo cobrado, a forma como foi cobrado e o tempo utilizado para responder tudo

O segundo aspecto é poder fazer uma análise reflexiva de como o seu próprio emocional funcionou durante a prova passada: Você ficou com medo? Ansioso? Deu branco? Tudo isso deve ser computado e refletido.

Uma das vantagens da experiência é exatamente desmistificar um problema. Lembro-me quando fui fazer a minha primeira sustentação oral no TRF 1 - Meu estômago dava voltas. Pior, só tive duas horas para me preparar em um assunto que eu não dominava.

Para minha sorte, meu medo não transpareceu na hora e consegui um posicionamento favorável da Côrte.

Depois de um tempo, fazendo outras sustentações e audiências, o receio inicial foi sendo gradualmente substituído por uma natural confiança decorrente da prática.

Claro! Ter uma prova apenas como lastro de experiência é rigorosamente insuficiente para se adquirir tal confiança, mas certamente é muito melhor do que ir sem saber o que vem pela frente.

Os candidatos já devem ter estudado todo o conteúdo de A a Z e a preparação técnica para a prova certamente foi bastante abrangente. O dieal é iniciar a preparação psicológica, rever como foi o desempenho na prova anterior, repensar a tática a ser abordada na hora da prova, ou redesenhar um inteiramente diferente, mais adequado ao seu estilo de solucionar problemas e, principalmente, se convencer de sua total capacidade em resolver de forma bastante satisfatória qualquer problema a ser apresentado.

Tenho a convicção de que o Cespe NÃO irá aplicar uma prova mais difícil que a prova anulada, mas também acredito que a prova não será mais fácil - Terá o mesmo grau de dificuldade.

Não será mais difícil porque atrairá para si a fúria ilimitada dos bacharéis e mais propaganda negativa. Isso a OAB e nem o Cespe querem, principalmente em função do desgaste causado pela anulação. Aplicar uma prova mais difícil representaria a idéia de que os candidatos que foram bem na prova anterior estariam sendo punidos por um crime que não cometeram.

Não será mais fácil porque os candidatos estão, em tese, bem melhor preparados para esta prova, porquanto tiveram muito mais tempo para estudar. Uma prova mais fácil representaria um percentual bem maior de aprovação, saturando o já saturado mercado da advocacia...e isso a Ordem não quer.

Quem não tem uma estratégia para a prova e deseja uma, pode clicar no link a seguir e ler sobre como adotar uma estratégia adequada para a prova da OAB:


Durante a semana irei postar mais dicas para a prova. Quem tiver ainda um coração de leão e desejar ficar 100% no clima da prova pode resolver as últimas provas subjetivas do Exame. Cliquem no link abaixo e boa sorte!


Lembrem-se: A prática faz o hábito, e quem está habituado faz tudo com facilidade.

4 comentários:

Mario Berger de Sousa 12 de abril de 2010 15:50  

Olá Maurício,

Acredito que a prova manterá o mesmo nível da anterior. Só não concordo quando você diz que isso deve ocorrer porque a OAB está preocupada com o impacto negativo caso a prova fosse mais difícil. A OAB está pouco ligando para o que os bacharéis pensam e isso já ficou provado lá atrás, com o exame 2009.2.

Você mesmo já chamou a atenção para o fato de que a OAB tem uma IMENSA dificuldade em estabelecer um diálogo com os bacharéis e creio que essa "dificuldade" seja na verdade uma má-vontade.

A OAB faz o que quer com esse exame de ordem. Se quiser incluir disciplinas de direito constitucional tailandês ou direito de família javanês vamos todos ter que engolir, pois não há mecanismos para policiar a OAB - aliás, é esse o principal motivo pelo qual sou contra o exame, justamente porque não vejo como uma instituição que não presta contas nem dá satisfação à ninguém pode gerir com tanto Poder toda uma categoria (gerir, e não fiscalizar, diga-se. Porque o que a OAB faz de melhor [além de dar palpites em assuntos aleatórios do cenário político nacional] é impedir o acesso em massa de bacharéis no mercado, eis que fiscalizar quem JÁ exerce a profissão ela não faz).

Quanto ao "know-how" que você mencionou... bem... que coisa tosca né? Agora vamos todos celebrar (com muitos pontos de exclamação!!!!!!) o fato de que temos mais "know-how" pra 3º Fase inédita da OAB. Yupi!!!

O principal (e talvez único) aspecto positivo desta história toda é que, digam o que disserem, o exame de ordem põe o candidato pra estudar e isso nunca é demais. Acumular conhecimento é sempre bom e ninguém pode se vangloriar de saber TUDO - há sempre algo mais para ser aprendido.

Pra quem estuda regularmente, pra uqem se dedicou na faculdade, pra quem se dedicou à 2º Fase, a satisfação por acumular mais conhecimento não suplanta a decepção de ter que realizar uma 3ª Fase... mas, é a vida!

Jaime 12 de abril de 2010 16:55  

Acho que o correto seria "coração de leão e não lesão" ...

Parabéns pelo texto, normalmente os palpites do Dr. Maurício estão corretos.

amandhinha 12 de abril de 2010 16:55  

o grande problema hj na prova cespe 2º fase penal, que é a área que eu estou fazendo, com certeza são as inúmeras teses de defesa e pedidos subsidiários. É complicado na hora da prova, com nervosismo, o medo de não dar espaço p argumentar, argumentar 8 até 9 teses em um espaço de 5 folhas. Primordial sangue frio como vc sitou no texto, fazer um esqueleto da peça, e claro manter a calma.

Ernani Netto 12 de abril de 2010 21:07  

Aposto com o Dr. que essa prova será muito mais difícil.

Afinal, a anulação ocorreu porque muitos (senão todos) tinham ido muito bem.

Falo isso com supedâneo nas mensagens de fóruns de debate que se iniciaram no dia da aplicação da 2ª fase.

E, ademais, quem teve alguma informação sobre a fraude? Alguém de Osasco presenciou o aluno sendo pego? Em que pé estão as investigações?

Essas perguntas sem respostas me deixam cada vez com mais certeza de que tudo isso foi forjado pela OAB para aplicar uma outra prova mais difícil.

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