OABs se reúnem para mudar Exame da Ordem

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Representantes de todo o país e o presidente Cezar Britto discutem o tema.


Cezar Britto, presidente da OAB, está em Teresina

O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Cezar Britto, está no Piauí com presidentes de OABs de todo o país para discutir possíveis mudanças no exame da Ordem. Ele concedeu entrevista no Jornal do Piauí desta quinta-feira (10) e falou sobre temas a serem debatidos no Colégio de Presidentes das Seccionais da OAB no país.

"Vamos aperfeiçoar ainda mais o exame unificado para que possamos ajudar na qualidade do ensino e os estudantes possam cobrar mais as instituições. O Exame Nacional é bom para o Brasil porque é um acerto, que vai dar mais qualidade ao profissional", disse Cezar Britto, que na abertura do evento fará a inauguração do novo auditório da sede da OAB Piauí, às 19h.

No evento, serão discutidos assuntos como quantas provas serão feitas por ano, que disciplinas que serão cobradas, e que tipo de prova será feito (dissertiva, discursiva...)

Segundo Cezar Britto, o Piauí é um dos Estados que geralmente disputam o primeiro lugar, assim como Sergipe, Ceará, Bahia e Rio Grande do Norte. São Paulo é o que apresenta as piores colocações nos últimos anos.

O presidente acrescenta ainda que o Nordeste é a região que consegue os melhores resultados na prova da OAB, exigência para exercer a função de advogado. "Isso demonstra que a qualidade de ensino vem se destacando. Dos dez primeiros lugares, sete ficam para o Nordeste", declara Cezar Britto.

Em todo Brasil existem 1.500 subseção da OAB, somando 700 mil advogados. Metade desses profissionais são novos, com menos de 10 anos no mercado de trabalho.

6 comentários:

Anônimo,  10 de setembro de 2009 17:59  

Freud explica tal ansia...

Anônimo,  10 de setembro de 2009 19:27  

hahahahah...quantas provas serão? só não serão 12 provas (uma por mês) porque não dá tempo de organizar em tão pouco tempo. Se desse tempo seria uma prova a cada mês, pois assim a a OAB engordaria cada vez mais suas contas bancárias com taxas de inscrições. Ah, sim, é bom não esquecer que são nossas taxas de inscrições que permitem essa gente estar a cada dia bebendo wisky em um Estado.

Anônimo,  10 de setembro de 2009 20:18  

Detalhe, o preço não será discutido.

Anônimo,  10 de setembro de 2009 21:19  

Não conheço este cidadão, nunca me fez nada, porém, qdo os vejo em seu blogger, e/ou em outro lugar na mídia me sinto repulsa.

Anônimo,  11 de setembro de 2009 00:12  

A questão não é quantas provas serão, qual o modelo de elaboração.

A opção da OAB é pela prova dogmática/positivista, no qual exige que o bacharel seja um mero repetidor das leis.

Existem absurdos ou preguiça mesmo do elaborador, quecópia artigo inteiro da lei, ou mesmo fazer a pergunta ridícula "qual a incorreta", "qual a errada". ninguém estuda erros, estuda para interpretar as leis e aplica-la para sociedade

Assim, não precisa passar cinco anos estudando direito, basta comprar códigos, legislação em audio, curso de memóriazação, etc.

Portanto temos que fazer a Comissão de Exame da Ordem, voltar aos bancos escolares para aprender a pensar.

Tenho indicação de leitura, que dou uma dica abaixo:

“[]…Essa realidade, acentuada pelas exigências de mercado que busca valorizar mais a memorização do que a reflexão…”,
fonte: CARLINI, Angélica et al. 180 anos do ensino jurídico no Brasil. São Paulo: ABEDI, 2008. p. 288

ou mesmo

“[]…Decorar definições, artigos de lei, saber a orientação jurisprudencial é insuficiente para descortinar à juventude as inapreensíveis dimensões da missão de realizar o justo concreto. Em lugar da memorização, a escola precisaria investir na capacidade de reflexão, de maneira a fazer o estudante “aprender e desaprender para aprender de modo diferente”..
fonte: idem, p. 288

Por isso, não sou contra o Exame de ordem, sou totalmente contrário o modelo de provas elaboradas.

Mais Justiça, menos Direito.

Anônimo,  12 de setembro de 2009 23:41  

É por isso que temos tantas ações nos TEDs sem a devida solução, a oab fica se iminscuindo neste tel exame, que lucro só traz a ela.
Esse pessoal deveria era se preocupar com a qualidade dos Advogados e promoverem cursos de capacitação ao invés de ficar de fofoquinha acerca do exame.
A oab é coisa maior, agora ficam esses carolas da ordem que não tem o que fazer, intensificando a reserva de mercado para os naturais Advogados ... é uma pena.

Um abraço Dr. Mauricio

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