OAB analisa mudar perguntas do Exame de Ordem, por sugestão de cursos de direito

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

O presidente da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, Adilson Gurgel, afirmou hoje (13), em Campo Grande, que modificações no Exame de Ordem deverão ocorrer por sugestões e críticas de mantenedores e professores de cursos de direito de Mato Grosso do Sul e de todo o país. Essas sugestões estão sendo analisadas durante a reunião do Colégio de Presidentes de Comissões de Exame de Ordem. Aberto na manhã desta sexta-feira, o encontro, com representantes das seccionais da OAB de todo o Brasil, se estende até amanhã (14) no plenário da sede da OAB-MS.

Conselheiro federal pelo Rio Grande do Norte, Adilson Gurgel explicou que a maioria das críticas feitas ao Exame de Ordem são relacionadas à formulação das perguntas na prova objetiva, o que estaria gerando dificuldade de interpretação por parte dos bacharéis. “Mantenedores e professores de direito, inclusive, afirmam que há uma dicotomia entre o que pretende a OAB em termos de qualidade do ensino e o que ela exige no Exame de Ordem. Ou seja. A OAB exige um ensino que privilegie o conhecimento e o raciocínio jurídico de uma forma geral e o exame estaria privilegiando muito mais a memorização e a dogmática jurídica”, explicou.

“Sensível a essas críticas, o Colégio de Presidentes de Comissões de Exame de Ordem reunido aqui em Campo Grande vai debater o assunto e provavelmente propor novos rumos para este teste de qualificação à advocacia”, informou Gurgel. “Isto vem em muito boa hora porque tramita no Conselho Federal da OAB um novo provimento para regulamentar a realização dos exames de ordem em todo o Brasil”, acrescentou.


Finalmente a OAB se deu conta que o exame de ordem precisa, urgente, de modificações na sua formulação. Seis questões anuladas é um número elevadíssimo, principalmente porque a maior faixa de candidatos reprovados na primeira fase, segundo enquetes realizadas pelo Blog (39% fazem entre 47 e 49 pontos) ficam com o coração na mão, vivendo uma angústia relativamente intensa por conta de uma prova que abre as portas, ou não, para o mercado de trabalho. Afora o fato de que se tivessem sido anuladas nove questões, não se estaria comentendo nenhum exagero; a última prova objetiva é merecedora das maiores críticas quanto a sua elaboração.

Uma prova de âmbito nacional, conduzida pela OAB e pela maior empresa de concursos e seleções atualmente no Brasil, o Cespe/UnB, não pode pecar desta forma, apresentando questões construídas de forma truncada, com enunciados confusos e gabaritos polêmicos.

Não se discute a necessidade do exame de ordem, instrumento importante para permitir que a advocacia seja premiada com os profissionais que demonstrem a técnica suficiente e necessária para que o jurisdicionado seja devidamente servido, mas o processo seletivo deve ser condizente com as expectativas criadas e com as obrigações exigidas.

Vamos ver se realmente os ventos da mudança soprarão daqui em diante. E espera-se isso já em relação ao exame 01/2009.

2 comentários:

Anônimo,  14 de fevereiro de 2009 00:32  

Se foram 6 questões anuladas, a logica seria de que o total da prova igual a 94 e não 100, portanto quem por ventura fez 47 acertos deveria ser classificado, creio que embora não previsto no edital, essa deveria ser a logica.

Anônimo,  14 de fevereiro de 2009 01:03  

É uma palhaçada! Tem q anular esse concurso. Onde um concurso q só existe para verificar a qualificaçao dos profissionais assina a propria incompetencia se auto administrar no quesito qualidade! Claro q fico feliz pelos q passaram, mas q a situyação é humilhanto para todos, isso é! 6% anulada e 4 com errata = 10% de erro crasso! Se nivelar por baixo e eachar isso ótimo e não ver problema nisso é ou baixa estima ou falta de noção total do pra q a mesma se propõe! É 1 vergonha...

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