Opinião: O Exame de Ordem não deve ser anulado

quarta-feira, 3 de março de 2010

A fraude ocorrida em Osasco/SP me trouxe nítida na memória um episódio que eu mesmo experimentei quando passei no Exame de Ordem – A Fraude no Exame 3/2006 da OAB/DF.

Eu, como quase todos os demais aprovados, amargamos por um ano inteiro o risco real de perdermos nossas carteiras por conta dessa fraude.

Na época, eu já havia recebido a minha carteira e já tinha algumas causas sob meu patrocínio quando a OAB/DF trouxe todos os fatos à superfície. Pior, o Ministério Público Federal, por conta do desenrolar das investigações, ajuizou uma Ação Civil Pública pleiteando a anulação do Exame e recolhimento das carteiras de todos os aprovados.

Talvez o termo inconformismo consiga refletir de forma mais aproximada o sentimento que tomou conta de mim e de vários colegas.

Nosso discurso era um só: Quem não tomou parte na fraude e demonstrou a capacidade e conhecimento necessários para lograr aprovação não poderia ser penalizado.

Perdi a conta das vezes em que nos encontramos com a então presidente da OAB/DF, Estefânia Viveiros, pugnando por nossos direitos. A OAB/DF também não queria a anulação, porquanto a fraude havia sido pontual, mas o MPF foi irredutível.

A situação ficou tão grave que inclusive a sede da OAB/DF sofreu uma busca e apreensão de documentos por parte da Polícia Federal a pedido do MPF, evento este de grande repercussão em Brasília.

Por fim, saturado dessa história, resolvi fazer mais uma vez o Exame de Ordem, o 1.2008, para me livrar desse problema. Na mesma época que saiu o resultado da minha nova aprovação o MPF desistiu do pedido de anulação de todo o certame, prosseguindo a ação apenas contra os envolvidos.

O atual sentimento de preocupação dos bacharéis não me é estranho; na realidade, me é extremamente familiar. E eu sei o quanto ele é difícil de ser aceito.

Quem não deu causa à fraude não pode ser penalizado. Asseguro que o contrário representará a consubstanciação do mais amargo e vil sentimento de injustiça. Falo isso porque eu sei que é assim: Eu vivi essa dor...

O investimento financeiro, de tempo e de carga emocional dispensados para se lograr a aprovação não podem ser desprezados na hora de decidirem se o certame deve ser anulado ou não. A força do mérito pessoal não pode ser penalizada em razão da falta de escrúpulos de terceiros. A cada um seja destinado o que lhe é devido, ou o bônus ou o ônus, na medida da participação no evento. Quem não tem nada com a fraude merece ser aprovado ou reprovado de acordo com o que apresentou na prova. Nem mais, nem menos.

Vou além, até contrariando o que já escrevi antes. Mesmo que não seja possível delimitar todos os responsáveis pela fraude, é muito melhor aceitar o fato de que alguns poucos indivíduos inescrupulosos ingressem na advocacia do que cercear os sonhos de milhares de bacharéis que honestamente, com o suor do rosto, chegaram até aqui.

Pode parecer terrível defender o fato de que gente sem idoneidade moral ingresse na advocacia, mas tenho a certeza, marcada a ferro no meu coração por experiência própria, que a penalização dos inocentes apresenta-se como a mais funesta das injustiças.

Espera-se, naturalmente, a identificação e responsabilização de todos os envolvidos. Esforço algum será suficiente até que toda a verdade seja trazida à luz. Este País anseia cada vez mais por Justiça, pela verdade e pela prevalência da moralidade, mas este caminho não pode ser pavimentado sobre a inocência de jovens bacharéis em Direito.

Espera-se também que o evento sirva para fortalecer o Exame Unificado e seus métodos de aplicação, passíveis, por certo, de melhorias.

E espera-se sensibilidade dos Presidentes de todas as Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil, porquanto o fim desta até agora triste história não pode ser o solapamento dos sonhos de milhares de futuros advogados. Iniciar nesta profissão amargando o calvário de uma injustiça seria uma triste nódoa na vida de quem tem por ofício defender legitimamente os interesses do jurisdicionado brasileiro.

A decisão do próximo domingo não deve ser tomada a ferro e fogo. É isso o que se espera.

47 comentários:

Marco Aurélio 3 de março de 2010 16:21  

Parabéns pelo comentário, esse é o meu posicionamento. Devido a posicionamentos como este, que consulto este diariamente este blog. Indicado por este blog adquiri o livro do prof. Renato Saraiva (trabalho) e acredito que tenho ido muito bem no exame. Acredito que o princípio da proporcionalidade e razoabilibade estarião gravemente feridos se por causa de um ou muito poucos todos os demais fossem penalizados.

lucas 3 de março de 2010 16:22  

Infelizmente tenho que concordar, faço das suas palavras as minhas.

Leonardo 3 de março de 2010 16:27  

Báá........só consigo pensar em uma única palavra Dr. Maúrício: OBRIGADO!!!
Que no domingo a OAB tenha a sua intelecção sobre o que está acontecendo.
Não é fácil estudar um monte, fazer 80 questões na primeira fase, ralar um monte para a segunda fase para, num estalar de dedos, tudo isso não ter nenhuma importância. Ainda mais que fez a segunda fase em outra àreas. Um absurdo.

Abraço. Suas palavras me confortaram.

Leonardo Henrique Berkembrock

Rodrigo 3 de março de 2010 16:27  

Concordo, Dr. Mauricio, o exame não pode ser anulado! Obrigado por defender essa bandeira em seu blog!

João Pedro Cazerta Gabarra 3 de março de 2010 16:31  

realmente, não posso ser penalizado pelo que não fiz.

Só que ao mesmo tempo é complicado dimensionar a extensão da fraude.

De acordo com o direito penal acho que não poderia ser penalizado. Porém, pelo Direito Administrativo acho que seria mesmo não tendo causa à causa (analogicamente seria como uma licitação pra construção de uma escola fruadada. A população que seria beneficiada terá que esperar e uma nova licitação seria feita).

E outra: como que eu provo que eu não fui beneficiado pela fraude?
Sei que é uma inversão do processo penal, onde quem alega prova e que sem provas concretas não se pode condenar; só que, se provado que não há como precisar a extensão da fraude, concordo com a anulação, mesmo tendo feito trabalho e ido bem (pelo menos acho).

Abraços.

Ralffer Barbosa 3 de março de 2010 16:36  

(...)
Se essa prova for anulada,

CONVOCO TODOS OS PREJUDICADOS PELA DECISÃO
DA OAB/CESPE A INGRESSAR COM AÇÃO NA JUSTIÇA
PARA COBRAR DO CESPE/OAB únicos responsáveis
por tudo isso) UMA INDENIZAÇÃO PELOS DANOS
CAUSADOS POR TUDO ISSO QUE ESTAMOS PASSANDO.

ESSES CARAS ACHAM QUE ESTÃO BRINCANDO COM QUEM?
ACHAM QUE SOMOS PALHAÇOS? TALVEZ ESTEJAMOS SENDO
MESMO! PRECISAMOS FAZER ALGO SE FORMOS PREJUDICADOS
IMEDIATAMENTE! ESSE PAÍS PRECISA MELHORAR E ACHO
QUE SOMOS OS RESPONSÁVEIS POR ESTA MELHORIA!

SOU A FAVOR DO EXAME DE ORDEM, E DE EXAMES PARA
OUTROS CURSOS TAMBÉM, MAS NÃO CONCORDO EM SER
PREJUDICADO DESSA FORMA.

AGORA VÃO QUERER ME DIZER QUE EU SÓ TINHA
‘ESPECTATIVA DE DIREITO’? QUE NINGUÉM SABE
SE SERIA APROVADO NA SEGUNDA FASE E QUE POR
ISSO NÃO HOUVE QUALQUER PREJUÍZO?

REALMENTE NÃO SEI SE PASSEI NESSA SEGUNDA FASE,
MAS SE NÃO PASSEI, QUERO QUE SEJA POR FALTA DE
COMPETÊNCIA MINHA E NÃO DOS OUTROS!

Lembro a todos que OS PICARETAS já foram/serão pegos!
Que sejam punidos! E lembro, isso sempre vai acontecer!
E sempre que acontecer veremos um CERTAME tão importante e, repito, sem qualquer cunho CLASSIFICATÓRIO, sendo anulado por 27 homens e com uma canetada só?
A desconfiança quanto ao CESPE já é muito antiga e agora só piora!
Alguém aqui já se esqueceu dos dirigentes do CESPE afastados por fraudes e mais fraudes em anos anteriores? E quanto a OAB há uns 5 anos quando foi invadida por ordem judicial sob as denúncias de fraude nos examos?
Essa história é velha pra caramba!
Todo mundo já tá cansado de saber.

Pra que prejudicar mais gente agora?
Quantos já não foram aprovados colando, comprando gabarito, etc!?
Estão aí advogando até hoje e nada foi feito?
Pelo menos dessa vez pegaram os BANDIDOS!
Punam apenas eles e não a nós!
Se alguém passou por que colou ou comprou gabarito, um dia vida dará conta de recompensar este ato falho com as devidas punições!
Agora, não venham querer prejudicar mais gente que:
- estudou muito;
- não dormiu noites e noites;
- pagou uma fortuna para fazer o exame (alguém acha R$ 150,00 no lixo todo dia?);
- outra fortuna para fazer cursinho;
- outra fortuna para comprar livros e mais livros etc.

VAMOS ANULAR TODOS OS OUTROS CERTAMES QUE TIVERAM
ALGUMA FRAUDE POR CULPA DE UM OU OUTRO?
VAMOS TOMAR DE VOLTA A CARTEIRINHA DOS QUE ESTUDARAM,
FORAM HONESTOS E PASSARAM NESSA POLÊMICA PROVA?
VAMOS SUSPENDER TODOS OS PROCESSOS DESSES QUE FORAM
APROVADOS EM EXAMES FRAUDADOS?

ENTÃO NINGUÉM TEM NADA QUE ANULAR ESTE CERTAME!

Fica a minha indignação e meu posicionamento quanto à possibilidade desse certame ser anulado.

Ralffer Barbosa.

Ralffer Barbosa 3 de março de 2010 16:36  

Excelente e oportuno texto.
Penso inclusive que se assemelha com o que escrevi agora pouco para postar em outro site.
Segue:


Isso – me refiro ao exame de ordem – nunca foi, não é e jamais será um CONCURSO!
Portanto, não há qualquer prejuízo aos que passaram se alguém colou e passou também.
Não existe classificação e quem passar vai poder advogar também!

Pra que prejudicar quem conseguiu?
Pra que causar mais prejuízos?
Anular esta prova só vai trazer mais prejuízos, ou estou enganado?
Se 10% dos que passaram na primeira fase não passarem desta vez, serão 10% altamente prejudicados por erro do CESPE/EXAMINANDO BANDIDO. CESPE porque deveria escolher e fiscalizar melhor seus funcionários/colaboradores e EXAMINANDO BANDIDO por razões óbvias.
Inclusive, penso que o diploma deste MARGINAL que foi pego com o gabarito deveria ser cassado!

Só Deus sabe como estou na pilha para começar a trabalhar.
Deixei de trabalhar o ano passado todo só para estudar pra essa prova.
Recusei ofertas de emprego pois queria pegar minha OAB e advogar.
E digo mais: já estou acertando vários detalhes – como aluguel e reforma da sala do escritório, compra de mobília, iptu, pc’s, contratação de telefone, luz, internet – com alguns amigos para começar a advogar.
Tenho um planejamento e espero que ele atinja seu objetivo.
Quero, como todos vocês, casar, viajar, comprar um carro, uma casa, pagar um plano de saúde, melhorar de vida etc.

Foram 5 anos, repito, 5 ANOS esperando e me preparando pra isso.
Quando, de repente, a OAB passa para o CESPE a aplicação da prova; os critérios da prova são mudados (sem consulta a doutrina); adaptação ao novo formato e métodos de correção da prova; e, quando chega a minha hora de fazer o exame, faço, passo, e o mesmo é anulado e eu, E SOMENTE EU, fico só chupando dedo… "puxa vida"!

(continua...)

br_godoy 3 de março de 2010 16:36  

Finalmente, Dr. Maurício, um advogado inscrito nos prestou solidariedade, pois, desde ontem a noite, só o que ouço por todos os lados é 'se anular vc faz outra, vc passa', mas quem fala isso não sabe da pressão por que passamos e do sentimento de mágoa, dor, impotência que toma conta de nós diante dessa situação.
Obrigada pelo comentário, Dr.! Espero que o ilustre Dr. D´Urso possa ter acesso a isso e zele por nós, no domingo, 7/3.
Obrigada, felicidades...

thiago_direito 3 de março de 2010 16:39  

este comentário e totalmente condizente com a realidade da maioria dos candidatos que fizeram a prova de domingo, não podemos ser prejudicados pela falta de segurança da CESPE e da OAB, estou estudando para este exame desde novembro de 2009 gastei com livros, cursinhos, perdi noites de sono estudando e muitas sem conseguir dormir devido a ansiedade e o medo da reprovação, fis uma boa prova e quero esta seja corrigida, ´um direito meu e de todos os classificados na 1[ fase. obrigado!!!

Raphael P. de M. 3 de março de 2010 16:40  

Que a CESPE seja punida após tantos erros, equivocos, descasos... Se a venda da prova de fato ocorreu, certamente tem o dedo de alguém da CESPE, afinal, quem formula a prova? A OAB?

Espero que a CESPE deixe de confeccionar as provas do Exame de Ordem, dando vez a outra instituição que seja honesta e faça e aplique um exame de forma coerente, porquanto chega de frustações e falta de credibilidade.

Os examinandos não podem ficar a mercê, sofrendo com uma instituição que não tem o mínimo de credibilidade.

Basta o que os examinandos do penultimo exame de ordem passaram, quando o princípio da isonomia foi usurpado - muitos candidatos que fizeram a mesma peça sequer a tiveram corrigiram, enquanto outros elaboraram a mesma peça e lograram êxito com a respectiva aprovação.

SAI CESPE!

jacqueline 3 de março de 2010 16:46  

INDIGNAÇÃO
Concordo com o texto do prof. Mauricio, pois também acho que o exame da ordem não deve ser anulado.
Porque primeiro quem fez essa prova e passou provou que tem capacidade para a obtenção da carteira profissional. E segundo, porque se existe esse fraudador, isso não interfere na demonstração da capacidade de cada candidato , pois o exame da ordem não tem concorrência, é cada um por si.Assim se alguém colou ou não par mim não faz diferença alguma.

Fica aqui minha indignação, pois se não bastasse no exame passado não corrigirem a minha peça, e outras peças iguais a minha serem aprovadas com ótimas notas, a INJUSTIÇA se repete.

Aquela vontade que todo recém formado tem de exercer a profissão, de correr atrás , para mim está acabando. Estou ficando com nojo da OAB e dessa profissão. Já que para conseguir exerce - lá eu tenha que entrar nesse sistema injusto, contrario ao que nos aprendemos.

Vanessa 3 de março de 2010 16:52  

Parabéns, Dr. Maurício! Uma verdadeira aula de sensatez...
Ajude-nos!!!

Paulo Henrique 3 de março de 2010 17:01  

PERFEITO DR.!!! ISSO SIM É JUSTIÇA!!! PARABENS!!!

André Garcia 3 de março de 2010 17:03  

Parabéns Dr. Mauricio, esse posicionamento é o da maioria, e lembremos da matéria penal, que tem como basilar alicerce no principio de que é melhor soltar um possível culpado, do que condenar um inocente. não estou defendendo a impunidade,bem longe disso, mas condenar diversos inocentes se torna ainda mais injusto.

João Pedro Cazerta Gabarra 3 de março de 2010 17:08  

Acho que não me expressei bem ou não estou entendendo o que estão dizendo, o que é mais provável, uma vez que estou muito decepcionado e não racionando direito: não defendo a anulação da prova (eu serei também prejudicado pois acho que passei).

Penso eu que se não for possível descobrir a extensão da fraude não há outra saída. A credibilidade do exame da OAB já está arranhada há muito tempo, só que ele ainda existe e deve ser feito para poder advogar.

Pense que a credibilidade do exame faz com que a advocacia se valorize como um todo. Não podemos virar motivo de piada por causa dessa prova, caso contrário o trabalho do advogado começará a valer menos do que um Lada Niva. A valorização da advocacia passa sim pela credibilidade desse exame, da mesma forma que a magistratura depende também da credibilidade de seu concurso.

Até mesmo do ponto de vista econômico poderemos ser prejudicado, uma vez que ninguém aceitaria pagar um advogado sabendo que o exame de admissão na carreira é sempre suspeito. É o caso da Lada: quem paga por um caso que não transmite confiança? Quem compra pagará pouco, da mesma forma que se pagará menos ao advogado se o exame continuar tão polêmico como está.

Penso que a anulação da prova inteira deva ocorrer em caso de não se delimitar até onde foi a fraude, como no caso de 2005 do árbitro de futebol que estava envolvido em esquema de manipulação de resultados. Como não foi possível provar quais jogos ele realmente manipulou anularam-se todos. Não foi a medida bem aceita, como não será (inclusive por mim) se a prova inteira for anulada, pois estarei pagando pelo erro de sei lá que,.

GIL CWB 3 de março de 2010 17:11  

É preciso anular toda a segunda fase, pois, se tiham a resposta de Penal, como provar que não tinham sido repassadas das demais materias....

Suzana 3 de março de 2010 17:11  

FORA CESPE!!!
Não é a primeira vez que essa istituição se vê envoolvida em escândalos... Por falar nisso, no exame 2009.2 a OAB soube que vazou o padrão de respostas (depois do exame pelo q se sabe, mas vazou) e que o site do cespe não era seguro. Não há credibilidade!!!
Se faz isso na oab, imagina nos concursos?

juniorsantosunderground 3 de março de 2010 17:15  

Talvez seja cedo para tecermos comentários acerca da anulação da segunda fase do exame, pois ainda não se sabe exatamente a dimensão da fraude e como ela ocorreu.
Tenho apenas uma única certeza, o Brasil está cansado de tanta corrupção. Se alguma decisão for tomada no domingo, que seja em favor da lisura e seriedade do Exame de Ordem, pois assim nosso órgão representativo estará agindo com autenticidade e não repetindo os horrores que tanto visualizamos em outras oportunidades.

Ernani Netto 3 de março de 2010 17:15  

Concordo com o sapiente Dr. Mauricio, e também com o colega Ralffer.

Essa prova demandou muito esforço para ser anulada sem que eu tivesse qualquer participação, ou ainda, intenção de fraudá-la!

Abraço

Clê 3 de março de 2010 17:15  

Parabéns Maurício!
Não é por causa de alguns poucos mal intencionados que milhares deverão ser penalizados.
A penalização virá, no momento em que esses indivíduos tentarem exercer a profissão, ou seja, será dada pelo próprio exercício daquilo que eles não tem competência ou lisura para exercer.
abraços!

Ari 3 de março de 2010 17:34  

Nossa professor, muito obrigada por seu posicionamento...apesar de não saber se a OAB comunga da mesma opinião, foi muito reconfortante.
Eu acredito que tenha feito uma boa prova, mas não posso dizer o que eles farão nas correções. Porém, de uma coisa tenho certeza: prefiria mil vezes voltar a fazer esta prova pela certeza da reprovação e não com sentimento de injustiça por não saber se poderia ou não ter conseguido minha carteirinha vermelha. As horas de estudo, o dinheiro gasto com cursinhos, toda a pressão vivida nesses últimos 4 meses não podem ser suprimidas por terceiros fraudadores. Infelizmente teremos que esperar e ótimo que essa decisão virá logo porque essa agunia é uma das coisas mais tristes pelas quais podemos passar na profissão.

Teófilo 3 de março de 2010 17:35  

Caso o exame seja anulado, eu perco as migalhas de esperança que um dia depositei no poder judiciário e farei justiça sem folhas de papel celulose.

J R T J 3 de março de 2010 17:43  

Concordo plenamente com os comentários expostos. Creio que a justiça será feita e os responsáveis serão punidos, visto que não é justo 18 mil candidatos pagarem desta forma !!!

Afonso De Miranda 3 de março de 2010 17:48  

Entendo o protesto dos que querem que o exaqme prossiga, no entanto, fico a pensar: A finalidade do exame não é aprovar os mais capacitados, os que ,efetivamente, tem conhecimento jurídico?Não é isso que a OAB diz? Não se sabe a verdadeira extensão da fraude(estão dizendo isso ,por ai),pode ser que seja de norte a sul do Brasil, e pode ser, até, que já venha há muito tempo essa fraude.Então, o exame perde a sua finalidade, perde o sentido, pois muitos são aprovados sem os requisitos que dão sustentação ao que a OAB diz sobre o exame. Tem que anular, não tem jeito. Descobrir outra maneira de aplicar esse exame, sem fraudes e malandragens.

Sil 3 de março de 2010 17:50  

Ratifico as informações dos nobres colegas. A OAB nem ainda sequer se posicionara, e os "interesseiros" já estavam dizendo que a prova deveria ser anulada por completo. Isto é falta de humanidade. Sabemos que esta conduta é parcial e denota puro interesse de tirar vantagem alheia sem se preocupar com a dignidade da pessoa humana. "Não se pode servir à Deus e ao dinheiro."

Guilherme 3 de março de 2010 18:03  

Excelente texto, comungo da mesma opinião.

Flávio Bonafé 3 de março de 2010 18:05  

Dr. Maurico. Como 1004 em Osasco fizeram a prova apenas 154 foram aprovados,teria como o senhor postar um comentario destes quantos optaram por PENAL e outras materias,ja poderiamos ter uma ideia de onde vem a possível fraude... Este mala que colou tem que ser banido, mas não vejo motivo para cancelar se ele nem chegou a fazer a prova. E os fiscais não serve para nada, não ficaram mais atentos na sala.Pois aqui em Taubaté foi um inferno de tantos que vinham olhar a CLT e pior não foi permitido usar jurisprudencia que não estava na CLT acredita? Então a folha que receberam na RD TV não pode ser como no comentario alguem jugou pela janela e levou? algo que pode acontecer!!Qual realmente é motivo a folha enviada ou o BURRO que colou? Por favor de uma opnião, onde o senhor é bem aceito.OBRIGADO

Ella 3 de março de 2010 18:15  

Eu concordo com o autor do Blog. Eu estou desesperada com a possibilidade de anulação do certame...passei por momentos de estresse e ansiedade absurdos nos últimos dias e nao gostaria de ter que fazer essa prova de novo.

OAB PELO AMOR DE DEUS NÃO ANULE ESSA PROVA!!!

É muito injusto isso.

elisa_tutti 3 de março de 2010 18:15  

Isso aí, Ralfler!!!

Acrescento também que, caso ocorra a anulação, TODOS OS PREJUDICADOS IMPETREM MANDADO DE SEGURANÇA!

Vamos dar um trabalhinho pra eles, certo? Independentemente do julgamento! Afinal, acho que o pior trabalho e prejuízo será nosso...

Cybil 3 de março de 2010 18:35  

Obrigada pelas palavras, professor.. Espero que eles tenham a noção do prejuízo e da dor que nos causarão acaso decidam pela anulação.. Só essa semana de espera já está sendo uma agonia..

Cesar 3 de março de 2010 18:43  

Ai é que o exame deve ser anulado mesmo.Digamos que a OAB mantenha a situação da o exame.Mais tarde os reprovados , até mesmo o MPF discorde e entrem com ação para anulação.Como fica a situação? O que está sendo discutido aqui , é como alguem teve acesso as respostas antes da prova? Outros tiveram acesso as respostas? Como Saber ?O problema da OAB agora é gastar para realização de outra prova.Algumas teses aqui de manuntenção da prova são rídiculas.ACORDEM .... HOUVE UM VAZAMENTO DE RESPOSTAS.QUANTOS NÃO FORAM BENEFICIADOS? Na prova 2009.2 teve aquela lambança do Cespe na liberação de espelhos de correção antes do resultado etc.

Cláudio Souza Jr. 3 de março de 2010 20:14  

Não concordo, e principalmente porque a situação é muito diferente da delineada.

Atualmente, ninguém tem aprovação como certeza, e sequer correção de prova existiu. O que existe é presunção de aprovação, com base em gabaritos não oficiais.

Eu, como todo bacharel em Direito que se submeteu ao certame, e como candidato que tem relativas chances de aprovação, fico bem abatido com tudo isso, mas não venho aqui dizer que serei "prejudicado" por uma possível anulação, da prova, aliás, defendo sim a anulação da segunda fase, em todo o Brasil, com a aplicação de nova prova CASO FIQUE COMPROVADA A FRAUDE.

Não existem sonhos sendo cerceados, porque não existe certeza nenhuma de aprovação. Também não concordo que gente inescrupulosa possa se valer de um artifício tão descarado para ingressar na Ordem, isso vai contra o Estatuto da Advocacia, contra o Código de Ética, e de encontro aos meus valores pessoais.

Caso fique comprovada a fraude, não há como admitir que o certame seja válido, e se mesmo assim a OAB mantiver a validade da prova, não haveria necessidade de prova alguma.

Me sinto um idiota por ter ficado estudando feito um louco enquanto alguns poucos já poderiam estar sabendo desde o ano passado o que ia cair na prova. Isso sim é ser enganado, na minha opinião.

cvteles 3 de março de 2010 20:54  

Não é possível! Perdi na 2° Fase do catastrófico exame 2009.2 (TRabalho)! Agora, 2009.3, que meu gabarito bate completamente (idêntico) ao de Renato Saraiva, há a possibilidade de anulação da prova! AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

Não aguento mais esta OAB!

Vamos lutar contra esta anulação! Não fizemos um concurso... onde alguém tomaria nossa vaga... não fomos nem seremos prejudicados por aqueles que tentaram se "beneficiar"

Não é cabível anular esta prova... se fosse um concurso aceitaria... mas a OAB não... até por que não concorremos uns contra os outros...

Obrigado pelo comentários Dr. Maurício... espero que este seja o entendimento dos Presidentes... mas... tendo em vista que a corda so arrebenta do lado mais fraco...

Que JESUS FORTALEÇA o NOSSO lado!

Felipe 3 de março de 2010 20:54  

Muito bom o texto. Ele reflete bem o nosso sentimento, a situação delicada pela qual estamos passando.
Espero que não anulem.

Felipe

Vinicius 3 de março de 2010 21:08  

Na verdade, os examinandos deste exame terão a carteira mais ilustre da OAB nacional, pois seremos os únicos aprovados que passarão por quatro fases, isso mesmo, quatro fases no exame, a 1ª em 17/01, com um índice de aprovação nacional estimado em 15%, a 2ª em 28/02, que reduziria para 6,7, ou 8% a 3ª em 07/03, a pior de todas, que poderá levar esse índice à zero. E finalmente a 4ª fase, o nosso famoso remédio, Mandado de Segurança.

Bricadeiras a parte, estou otimista, imagino que haverá um bom senso por parte da OAB nacional no domingo. Não podemos ser tão castigados assim.

Boa sorte a todos.

FIKS 3 de março de 2010 21:46  

Só pode ser anulada a prova de quem deu causa. Ninguém pode ser punido sem ter culpa. è uma ação que se ganha fácilmente. Fosse um concurso do tipo classificatório todos iam querer a anulação, pois o contrário prejudicaria todos.Usemos o critério da razoabilidade.Não existe a justiça perfeita, existe a justiça possível e a anulação será a injustiça contra milhares que naõ tiveram culpa.

Hesrom 3 de março de 2010 22:25  

Dr. Mauricio

Primeiramente aproveito para agradecer o apoio que tem dispensado a todos os bachareis em direito, que estão na luta pela aprovação no exame de ordem, e ter a tão sonhada carteira da OAB.

Concordo que seria uma injustiça anularem o exame de ordem, assim como também seria uma injustiça, não aceitarem MS e Ação Ordinária na prova de direito administrativo, pois o cespe não deu a data em que o advogado foi procurado, logo seria impossível o examinando saber qual data que o cespe queria que fosse considerada (a data da prova ou que ele procurou o advogado logo após o indeferimento do pedido de deslocamento). Portanto nesse caso, quem sabe essa pessoa que foi pego com o gabarito da prova não sabe nos dizer qual medida judicial o cespe queria nesse caso, pois só quem possui informações privilegiadas do cespe é que poderia saber qual data deveria ser considerada para efeito de cabimento da peça.

Abraço!

Rafael 3 de março de 2010 22:52  

Dr. Maurício, é por demonstrações de sensatez e de compromisso com os examinandos que sou seu leitor assíduo, pelo menos 3 vezes ao dia.

Contamos com o seu apoio junto à OAB.

Só eu e meu Deus sabemos a intensidade do drama q estou vivendo.

Primeiro penalizado pela prova de 2009.2. Aquela sim, deveria ser anulada.

Penso que nós examinandos poderíamos nos organizar em um manifesto e, na pior das hipótese, que seria a anulação, todos, sem exceção, impetrarmos MS.

Conto com a ajuda de Deus, com o bom senso dos Presidentes de Comissão das Seccionais e com pessoas sensatas e bem intensionadas como você.

Tenho absoluta certeza de que os que defendem a anulação não foram bem na prova. É muita hipocrisia querer que todos sejam penalizados por um insucesso pessoal.

Alexandre 4 de março de 2010 00:33  

Não concordo, não. Se comprovada a fraude e não for possível determinar sua abrangência e os envolvidos, o correto é a anulação do certame, em prol da lisura e da incolumidade do exame de ordem.

Se não é justo que inocentes refaçam a prova por um erro da organização, também não é justo que se ingressem nos quadros da OAB por meios fraudulentos. Contar o número de injustiçados de um lado e outro e decidir pela maioria, é um erro infantil. Não se trata de defender interesses de maiorias, mas de preservar a lisura do exame e a autoridade da OAB.

Cicero 4 de março de 2010 09:34  

Parabéns pelo comentário.

A todos os alunos que prestaram a prova, só nos resta aguardar o acontecimento. Como você bem ponderou, há uma carga grande de tensão e investimento envolvidos na realização dessa prova.

Caso a prova seja anulado, acho que cabe aos alunos duas coisas:
1) Fazer e passar novamente na prova;
2) Propor contra a OAB ação de indenização por todos os danos sofridos. Certamente esse será o pior caminho par atodos, mas é a única forma de sermos reparados no mal que sofremos.

A todos, tenhamos esperança.

helena 4 de março de 2010 12:03  

Achei ótimo seu posicionamento! Acho que a prova não deve ser anulada. Acho que o deve revisto a forma de adquirir esta bendita carteira, para uma função constitucional importante, mas acho também muito caro pagar esta conta para conseguir lograr êxito. Penso que a inscrição absurdamente cara, os cursos preparatórios estam se procriando por ser caminho de lucro certo e quase ninguem esta passando na prova, isto tem que ser visto e revisto e para todos os cursos, pois existi hoje mais médico errando por inepcia do que advogado errando petições por inépcia, e esta inépcia do colega adv. tem recurso, já para a saúde não há recurso, pois ressureição, foi só para CRISTO e Lazaro. Tenho fé!

helena 4 de março de 2010 12:04  

Achei ótimo seu posicionamento! Acho que a prova não deve ser anulada. Acho que o deve revisto a forma de adquirir esta bendita carteira, para uma função constitucional importante, mas acho também muito caro pagar esta conta para conseguir lograr êxito. Penso que a inscrição absurdamente cara, os cursos preparatórios estam se procriando por ser caminho de lucro certo e quase ninguem esta passando na prova, isto tem que ser visto e revisto e para todos os cursos, pois existi hoje mais médico errando por inepcia do que advogado errando petições por inépcia, e esta inépcia do colega adv. tem recurso, já para a saúde não há recurso, pois ressureição, foi só para CRISTO e Lazaro. Tenho fé!

Cristóvão 4 de março de 2010 13:01  

Prof. Parabéns por suas palavras!

Realmente nos conforta e nos fortalece. Sem dúvida os fatos devem ser apurados e os culpados punidos. Vamos todos pressionar a OAB, enviando emails, comentários no site da Ordem, etc. Os nossos direitos devem ser respeitados e garantidos!!
Sucesso a todos...

Rodrigo 4 de março de 2010 14:27  

Parabéns pelo posicionamento. Diferentemente dos concursos públicos, no exame da OAB não há concorrencia e nem é importante a classificação que se obtenha. Com toda a certeza vai passar alguém que fraudou, mas a deficiência do sistema não pode prejudicar milhares de outros que, com seus esforços, conseguiram honestamente obter sucesso. Se assim não o fosse, por exemplo, deveríamos cancelar todos os benefícios previdenciários pq houve uma fraude pontual em determinado lugar. Se cancelarem o exame, o que vai chover de mandado de segurança, inclusive o meu, não vai dar pra contar.

Donizete 5 de março de 2010 18:03  

Rodrigo, que comparação essa sua com os benefícios previdenciários, heim? Caramba!!!Descoberta fraude em benefício previdenciário sabe-se exatamente quem foi beneficiado, enquanto a fraude no exame isso é simplesmente impossível.

fénix 6 de março de 2010 12:59  

Que anulem a 1 e a 2 fase ,não é suspeito uma pessoa fazer muitas questões na 1 fase?Não que ele não possa, mas é raro sendo raro deve ser tratado com certa atenção, pois houve comprovação de fraude na 2 fase,e ninguém frauda uma prova com duas fase ,somente na 2 fase,ora quem comprar vaga em qualquer concurso, compra a vaga completa não precisa ser um agente federal para saca isso,tirando a prova física.Se estão discutindo a anulação nacional,ou só de uma material é obvio que estão preocupados com os gastos,com a prox. prova que terão que fazer,não dão a mínima para ética,para a justiça e o exemplo,por que a Cesp e a OAB não ligam para isso,nem para a classe de advogados,ou a qualificação de tais,só querem saber do que esta prova trará de bom para eles,isso é dinheiro no bolso,moral,status ao que eles representam ,vamos cair na real,quem passo por fraude uma hora ou outra sujara a classe com seus ideais,quem da um jeitinho para ser aprovado assim, da um jeito para entrar, em outras coisas,fazer,ou seja teremos um entre nos que vendera ate a mãe para o diabo só para não fica de fora de algo que ele queira muito!!!!e alguns comentam aqui não podem anular a prova toda em nível nacional eu estudei isso é injusto com a maioria que estudo,tem dò de mim,tem dó da nossa classe jurídica,tem dó do nosso pais,da perpetuação da impunidade,pode parecer que isso não afete ninguém mais futuramente,mais um dia teremos um membro do STF que deu um jeito de estar La,teremos um colega de profissão dando um jeito em algum político e assim por diante,sabe se La quem vende o caráter dessa forma, venderia esse pais para uma empresa de armas nucleares exagero é pouco na merda de uma fraude,vamos esquecer isso e outras fraudes em concurso por que anular um concurso inteiro quando a maioria estudou fala serio duas medidas dois pesos.vamos começar a contribuir para a fraude em concursos,pois na política já contribuímos muito para a fama de corrupção,não achem que não são culpados por ter o pais que tem,vamos continuar a ser o que cativamos em nossas vidas,ta eu escrevo eu errado e daí podem me criticar,mas vão engolir tudo o que eu falei.

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