Juiz de Direito ministra palestra na OAB/SE e critica a banalização da educação no país.

terça-feira, 31 de março de 2009

A primeira fase do I Seminário Estadual dos Juizados Especiais, promovido por formandos do Curso de Direito da Universidade Tiradentes com apoio da OAB/SE, foi marcada por um debate produtivo sobre a qualificação do ensino no país. O juiz de Direito, Manoel Costa Neto, da Comarca de São Cristóvão, lamentou a banalização do ensino no país. “Banalizou-se o ensino no país, confundiram democratização do ensino com banalização”, enaltece o juiz, que também é professor.

“Democratização é permitir o acesso do povo, de qualquer pessoa, ao terceiro grau. No entanto, ao invés de se continuar a manter a qualidade do ensino o que se fez foi abrir as portas no sentido de banalizar o ensino. Como consequência, vimos a qualidade (do ensino) sendo diminuída e o que assistimos hoje são profissionais desqualificados, vindos de qualquer esfera, uma juventude que não lê que não aprende a pensar, uma juventude que chega ao terceiro grau sem saber pensar, sem saber raciocinar, uma juventude, em sua grande maioria, alienada politicamente porque confundem politicagem com política”, comentou o magistrado.

“Politicagem é o que a gente assiste hoje na atividade da prática da política partidária. A política é um fenômeno social, uma razão social do ser humano viver, é a preocupação com a atividade da comunidade, a consciência de seus direitos e deveres. O estudante se desapega em virtude do nojo praticado pela politicagem e se afasta completamente daquilo que se chama consciência social e política”, analisa.
O juiz Costa Neto considera que o Exame de Ordem é instrumento eficaz para combater a banalização e qualificar o profissional. “Sou a favor do Exame de Ordem, como sempre fui, como também sou a favor do exame para a medicina, para a odontologia... Ou seja, precisamos alertar os educadores, formadores de profissionais, que eles precisam primar pela qualidade do ensino, não se concebe formar um médico sem o devido aparelhamento porque ele vai lhe dar com vidas, um dentista da mesma forma, formar um professor que vai para a sala de aula desqualificado, uma assistente social... Enfim, qualquer pessoa que for fabricada por uma faculdade ou universidade precisa o mínimo de conhecimento dentro da área para poder atuar bem como profissional futuro e não simplesmente arranjar um diploma e cair na rua para fazer mal ao próximo, inclusive”, observa.

Costa Neto lamenta que estudantes freqüentem as salas das universidades com objetivos restritos. “Hoje o que assistimos no curso de direito, em virtude da confusão da atuação do advogado, é muitos dos formandos que não chegam sequer a se submeterem ao Exame da Ordem porque entraram na faculdade para serem servidores públicos e aí driblam o Exame de Ordem e vão estudar para concurso público”, ressalta.

O magistrado elogia a iniciativa da OAB/SE em apoiar iniciativas de estudantes para realizar eventos jurídicos. “O que a OAB de Sergipe está fazendo é reaproximar o estudante de direito da sua instituição, os estudantes começam a ver que a OAB é seu futuro lar e isto é excelente, principalmente vindo de alguém de cabeça jovem, que é o doutor Henri Clay (presidente da OAB/SE), pessoa que tenho estima pessoal e profissional”.

7 comentários:

Anônimo,  31 de março de 2009 14:50  

FIQUEI SABENDO DE UMA PROVA DE MEDICINA, QUE É FACULTATIVA, AINDA ASSIM, OS QUE VOLUNTARIAMENTE FIZERAM, POUCOS CONSEGUIRAM APROVEITAMENTO.
FOI EM UM TELEJORNAL, DESCULPEM MAIS NÃO LEMBRO QUAL.
POIS É, ACHO QUE ESSE PROVÃO DEVERIA SER ESTENDIDO PARA OUTRAS PROFISSÕES.

Anônimo,  31 de março de 2009 14:58  

Até que o juiz de Sergipe começou bem a sua explanação, mas ao final derrapou feioao dizer que é a favor do exame como instrumento que qualifica. Impressionante o raciocínio de jegue que esses caras têm.

Anônimo,  31 de março de 2009 15:16  

Que me perdoe o juiz Manoel Costa Neto, lá do Estado de SE, mas o exame no formato atual não qualifica. O juiz está também confundindo qualificação com aprovação em uma prova. Na verdade, com todo o respeito que tenho por todos que são favoráveis ao exame, o que está sendo ensinado hoje são métodos para aprovação no exame, o ensino jurídico mesmo está sendo posto em segundo plano. Que raio de qualificação é essa? Conheço um monte, mas um montão mesmo de colegas meus de faculdade que não sabem nem porque fizeram a matrícula no curto de direito e foram aprovados e tenho convicação que eles, nem que estudem mais 180 anos terão qualificação para advogar, mas são advogados. E conheço uma quantidade ainda maior, mas muito maior, de colegas que estão plenamente capacitados ao exercício da advocacia e não foram aprovados e o que é pior, dificilmente serão, pois o exame da ordem exige é capacidade de decorar e não de aprender e, cá para nós, aprender é uma coisa, decorar é outra totalmente diferente. Elborem um aprova justa que exija raciocíni jurídico e não decoreba que aí os que sabem o direito é que vão ser aprovados.

Anônimo,  31 de março de 2009 15:20  

ola, cada dia mais surpreendo como o ensino no país esta verdadeiramente banalizado. Mas o que acontece é que quem estuda em faculdades particulares 82,7% são de origens pobres, humildes e que o estudo na sua base fora injusto e mal direcionado. Hoje vemos o curriculum dos alunos das faculdades publicas são belos e excelentes, pois vieram das escolas particulares onde não teve o minimo esforço no braço da vida pra poder chegar lá. E agora o juiz vem falar isso, pode olhar na sua arvoré genealogica que sua familia, como a de demais juizes são bem preparadas financeiramente. Visto que quem verdadeiramente passa em concurso são ricos e bem preparados, como que uma pessoa que chega cansado do trabalho, com fome e preocupado com contas a pagar e que ganham miseros reais pode ter cabeça pra enchegar algum livro na sua frente

Anônimo,  31 de março de 2009 21:41  

O Senhor Magistrado, como esta equivocado em suas asssetivas em dizer em determinado trecho que o formato do exame de ordem é que vai dar conhecimento aos bachareis, tanto aos de direito, medicina, odontologia... (modificado trecho). É a razão da mostra do exame de ordem proporciona que temos juizes que afirma tal frase, é uma lastima, termos servidor judiciario, com tal pensamento. Não é formato de exame de ordem que vai melhorar o ensino, sim uma conjuntura que vem desde 1970 - quando um passarinho assumiu o ministerio da educação - que deu esta reviravolta que esta refletino agora. Digo isto pq sou da epoca que nos aprendia taboada, verbo cantado, aprendia mesmo não so estas disciplinas mas outras do curriculo. Estas afirmações senhor MM é que alimenta uma instituição que não tem carater juridico - sim dado a ela especial, para não acumular processos no STF - sequer usa em seus formularios brasao da republica, mas sim o seu simbolo da OAB, pois, não é autarquia, fundação, sindicato, sei lá outras do mundo jurdico brasileiro. Precisa reformular o ensino, isto sim é necessário, mas o exame de ordem não deve ser o paradgma para isto, pq seria um ufonismo. Sou bel em direito, sou contra o exame de ordem, no formato aplicado pelo CESPE, ja era contra quando era so estadual, pq vendiam as provas e outras "maracutaias" que os defensores do exame faziam e não aconteceu nada com eles, estao é mais ricos e rindo de nos bachareis, portanto, não é so o ensino em geral mas os proprios defensores, que fazem as coisas erradas, e querem aplicar o codigo de etica e as prerrogativas do advogado, nos estamos, mobilizando, ainda mais é devido as falcatruas feitas pelos que defedem o exame de ordem, é do conhecimento publico, isto é, de norte a sul, leste a oeste.
Jose Antonio da Silva Pereira

Anônimo,  31 de março de 2009 21:51  

Sinceramente quando vejo um texto deste naipe, fico a imaginar como temos juizes tao mal preparado, para falar de um tema relevante, pode ate ser competente em suas funções, mas vai la, este aqui escorregou na maionesia feio, mistou assuntos, exame de ordem - sou contra -, estrutura do ensino, que ele frequentou, politico partidario - é fraco no assunto -, assunto particular elogios infundados sem nexo para o momento.

Anônimo,  1 de abril de 2009 09:42  

Gente, perdoem o "pobre coitado" do juiz, ele está cumprindo o papel dele. Alguém já viu juiz que não seja pedante, que não seja semideus? Parace até que eles vieram de outro mundo, são perfeitos, sabem tudo. Para os juizes o mundo é todo errado, menos eles, juizes, claro. Vou parar aqui para não adjetivar esse sujeito com o que ele merece. Só quero deixar dito uma coisa: são estas lástimas que formam a maior parte do corpo docente das faculdades de direito no Brasil, talvez seja por isso que os bacharéis são as m...que são.

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