Crise nas faculdades particulares

sábado, 7 de março de 2009

Em um iceberg chamado ensino superior no Brasil, seria essa crise da base, enquanto as reprovações no exame de ordem, por exemplo, apenas a parte visível de um grande problema? É estranho ver uma instituição de ensino privada entrar em greve...ou não. Será que chegamos ao ponto de saturação na concentração de faculdades no Brasil?

Algumas faculdades do Rio de Janeiro e de São Paulo têm enfrentado problemas de falta de pagamento de professores e funcionários. E, com isso, os alunos dessas instituições têm enfrentado uma situação que era mais frenquente em universidades públicas: greve de professores.

No Rio de Janeiro, as Universidades Gama Filho e Ucam (Univerisdade Candido Mendes) aguardam acordos para que os pagamentos sejam efetuados. Na Candido Mendes, cerca de 40% professores não recebem há cinco meses e tem passivos trabalhistas atrasados desde 2001. Os campi Centro, Ipanema e Pio X estão sem aulas.

Segundo o reitor da instituição, professor Candido Mendes de Almeida, o atraso se deve à inadimplência dos alunos, que chega a 25%. Ian Angeli, secretário geral da UEE/RJ (União Estadual dos Estudantes), diz que esse argumento não é verdadeiro, uma vez que o estudante inadimplente não pode se matricular na faculdade. Os alunos aguardam o resultado de uma reunião que ocorreria dia 6 de março e preparam ato para a próxima segunda-feira (9).

Na Gama Filho, as aulas foram paralisadas nos dias 2, 3 e 4 de março. Os professores estão dando aulas, mas seguem em estado de greve. Os docentes reivindicam um calendário de pagamento dos salários e o 13º de 2008. A proposta da instituição não foi aceita pelos profissionais e uma nova assembléia será feita no dia 19 de março.

Crise econômica?

Em São Paulo, Unib (Universidade Ibirapuera), Universidade São Marcos e Unisa (Universidade de Santo Amaro) enfrentaram greves por atraso de salários e demissões no início do ano.

Em janeiro, a Unisa demitiu 50 dos 150 professores de medicina. A universidade afirmou que já havia contratado professores, mas alunos afirmavam que algumas disciplinas ainda estavam sem docentes.

Já a São Marcos, que devia salários desde novembro, alegou que os problemas ocorreram devido à crise econômica atual, com aumento de 50% da inadimplência e trancamentos de matrículas. O Sinpro (Sindicato dos Professores de São Paulo) contesta a tese, dizendo que houve diversos atrasos de pagamentos nos últimos anos.

Concorrência

Entre 1998 a 2006 (último dado disponibilizado pelo MEC), o número de instituições de ensino superior em São Paulo passou de 322 para 540, um aumento de 67,7%. Já o total de alunos formados no ensino médio teve queda de 479.920 para 479.432.

O aumento da competitividade causou reformulações no setor -como incorporações, fusões e fechamentos de escolas-, e fez com que algumas instituições paulistanas começassem o ano com demissões e enfrentando greve de professores por falta de pagamento.

Como consequência, a Unib foi adquirida pelo grupo Campos de Andrade, de Curitiba. José Campos de Andrade, novo dono da instituição, alega que o erro da administração anterior foi querer fazer uma universidade barata: "nós somos elite". Parte dos funcionários estava sem receber o 13º e os salários de dezembro e janeiro. Segundo Andrade, os pagamentos de fevereiro seriam feitos na sexta-feira (6) e o restante seria quitado em parcelas, a partir de abril.

2 comentários:

Anônimo,  7 de março de 2009 15:32  

Em Ipanema a greve é anual. Ninguém recebe lá. O q é pior: nem os faxineiros e da secretaria. O FGTS não é pago faz 1 década. A inadimplencia em Ipanema é baixíssima. Agora q estão aceitamdo Pró-Uni e entra tb dinheiro do governo. A faculdade finge ser competente, os professores fingem ensinar e os alunos finjem aprender. Se vc sofre alguma operação de emergencia ainda te reprovam! Quem passa na OAB é pq estuda. Os alunos q encaram cursos paralelos como do MP ou Defensoria no decorrer do curso são menosprezados pelos outros colegas preguiçosos. Lá entam os "piores dos melhores". Aqueles q nem tentam PUC ou FGV. Tem muita gente + velha q precisa o estudo ser perto de casa. Esses ainda se preopcupam em perguntar em sala de aula, o q irrita a garotada afoita para sair. As aulas tem 50 minutos de duração: menos q ir na manicure. É 1 vergonha geral!

Anônimo,  7 de março de 2009 18:13  

Sabe por que cursinho ensina e faculdade não? porque no cursinho ensina quem sabe de verdade a matéria e faculdade quem tem título. Claro que não é regra, mas muitos casos se vêem assim.
Se qualquer pessoa entrar em um cursinho para a receita federai do Rio de Janeiro, vai ver que a qualidade das aulas de direito constitucional, administrativo e tributário é muito maior do que é ensinado na faculdade. E o pior: a maioria dos alunos não é formada em direito. E pior ainda: tem gente que nem é formada em Direito que dá aulas de direito.
Eu acho que o começo da crise institucional dos cursos de direito está nos cursinhosmpara concursos, onde num local com pouca infra estrutura ensina-se muito mais que numa faculdade com toda infra estrutura possível. Alia-se a isso a grande falta de interesse dos alunos.
fui

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